Pedagiômetro

27 de ago de 2010

Em que mundo o sigilo fiscal de Ana Maria Braga está relacionado com a eleição presidencial?

Era de se esperar que após a divulgação das últimas pesquisas eleitorais, onde o candidato tucano José Serra já aparece 20 pontos atrás de Dilma, o desespero tomasse o lugar da razão no comitê central da campanha do PSDB.
Fabricar crises não é novidade para Serra e parte da mídia adora isso. Aliás, participa ativamente de tais operações.
Pois bem, vejo a repercussão das tais violações de sigilo fiscal de tucanos de alta plumagem e não consigo imaginar em que situação a candidatura que lidera as pesquisas com larga vantagem precisaria de tais artifícios.
Factóide puro. Com DNA azul e amarelo e inteligência do PIG (Partido da Imprensa Golpista, o mais ativo dos partidos de oposição a Lula no país.
Agora, convenhamos que exageraram na dose. Em que mundo a quebra de sigilo fiscal de Ana Maria Braga pode ter alguma relação com as eleições?
Até aqui, encontrei as seguintes alternativas:

a. A incompetência dos arapongas fez com que confundissem o “Tucano José” com o “Loro José”, daí a participação de Ana Maria;
b. O governo investiga denúncia de que o tal “Loro” é na verdade um tucano disfarçado;
c. José Serra e sua coordenação avaliam que o povo é burro mesmo e que vai achar que isso tem algo a ver com a Dilma;
d. Ana Maria é a responsável pela elaboração do programa “Brasil com desjejum”, que substituirá o Fome Zero caso Serra seja eleito. Um programa muito mais chique e limpinho que aquele que alimenta pobre.

Aliás, percebi agora que isso pode virar enquete.
Vou colocá-la ao lado. Vote já!

O COLAPSO DO PSDB

Por Vladimir Safatle

Há algo de melancólico na trajetória do PSDB. Talvez aqueles que, como eu, votaram no partido em seu início, lembrem do momento em que a então deputada conservadora Sandra Cavalcanti teve seu pedido de filiação negado. Motivo: divergência ideológica.

De fato, o PSDB nasceu, entre outras coisas, de uma tentativa de clarificação ideológica de uma parcela de históricos do MDB mais afeitos às temáticas da socialdemocracia européia.

Basta lembrarmos dos votos e discussões de um de seus líderes, Mario Covas, na constituinte. Boa parte deles iam na direção do fortalecimento dos sindicatos e da capacidade gerencial do Estado. Uma perspectiva contra a qual seu próprio partido voltou-se anos depois.

A história do PSDB parece ser a história do paulatino distanciamento desse impulso inicial. Ao chegarem ao poder federal, os partidos socialdemocratas que lhe serviram de modelo (como os trabalhistas ingleses e o SPD alemão) haviam começado um processo irreversível de desmonte das conquistas sociais que eles mesmos realizaram décadas atrás. Um desmonte que foi acompanhado pela absorção de suas agendas políticas por temáticas vindas da direita, como a segurança, a imigração, a diminuição da capacidade de intervenção do estado, entre outros.

Este movimento foi reproduzido pelo governo de Fernando Henrique Cardoso.

Assim, víamos uma geração de políticos que citavam, de dia, Marx, Gramsci, Celso Furtado e, à noite, procuravam levar a cabo o “desmonte do estado getulista”, “a quebra da sanha corporativa dos sindicatos”, ou “a defesa do Estado de direito contra os terroristas do MST”.

O resultado não foi muito diferente do que ocorreu com os partidos socialdemocratas europeus. Fracassos eleitorais se avolumaram, resultantes, principalmente, de uma esquizofrenia que os faziam ir cada vez mais à direita e, vez por outra, sentir nostalgia de traços ainda não totalmente extirpados de discursos classicamente socialdemocratas. No caso alemão, o SPD acabou prensado entre uma direita clara (CDU, FDP) e uma esquerda renovada (Die Linke).

No caso brasileiro, esta eleição demonstra tal lógica elevada ao paroxismo. Assistimos agora ao candidato do PSDB ensaiar, cada vez mais, um figurino de Carlos Lacerda bandeirante; com seu discurso pautado pela denúncia do aumento galopante da insegurança, do narcotráfico, do angelismo do governo com o terrorismo internacional das Farcs e, agora, o risco surreal de “chavismo” contra nossa democracia. Um figurino que não deixa de dar lugar, vez por outra, a uma defesa de que é de esquerda, de que recebeu palavras carinhosas de Leonel Brizola, de que vê em Lula alguém “acima do bem e do mal” etc.

Nesse sentido, o caráter errático de sua campanha não é apenas um traço de seu caráter ou um problema de cálculo de marketing.

Trata-se do capítulo final da dissolução ideológica de uma sigla que só teria alguma chance se tivesse ensaiado algo que o PS francês tenta hoje: reorientação programática a partir de um discurso mais voltado à esquerda e (algo que nunca um tucano terá a coragem de fazer) autocrítica em relação a erros do passado.

Fonte: blog do Favre.

26 de ago de 2010

Mercadante defende candidaturas com conteúdo

O candidato petista ao governo de São Paulo, Mercadante, defendeu hoje que as candidaturas proporcionais dos partidos que compõem a chapa que o apoia devem se pautar pelo conteúdo e pelo discurso republicano.
Assim sentenciou nosso futuro governador: "Ou tem um discurso, quem quer que seja, sério, republicano, cidadão, ou eu, evidentemente não tenho interesse em estar associado a qualquer uma dessas candidaturas. Tem de ter um discurso construtivo, propositivo, responsável, que é o que o eleitor e a democracia brasileira precisam", afirmou.

Foi muito bem!

25 de ago de 2010

O aniversário dos impossíveis

O sociólogo, professor universitário e colunista da Carta Maior, comenta o aniversário de Fidel Castro, que completa nesse agosto seus 84 anos, desenganando "os que o desenganam".
Por Gilson Caroni Filho
Domingo, 15 de agosto de 2010

Fidel Castro e Cuba se entrelaçam em uma metáfora perfeita. Como impossibilidades que se reinventam, desafiam analistas e inimigos políticos. Ao completar 84 anos, na sexta-feira passada, o líder cubano voltou a se dedicar ao que parece ser seu passatempo predileto: desenganar os que o desenganam. Há quatro anos quando, por motivos de saúde, teve que se afastar do poder, não foram poucos os que o davam como um homem morto.

Neste agosto de 2010, Fidel reapareceu em público, retomando a real e vigorosa crítica da política internacional, ao advertir sobre o grave perigo para a paz, caso Estados Unidos e Israel lancem ataques a instalações iranianas. Analisando o Oriente Médio, o Comandante volta a propugnar por mudanças radicais que permitam ao homem entrar na posse de sua dignidade. É na práxis, e não no isolamento de conspiratas, que o verdadeiro humanismo se reafirma. Sua estatura histórica é universalista por excelência.

...

Texto na íntegra aqui

Cacarecos 2010: Festa da democracia?

Assim como nas eleições anteriores, em 2010, não nos faltam opções de candidaturas bizarras aos legislativos.
            Em certa medida candidatos humoristas, artistas em decadência e personagens caricatos em geral, até animam o período eleitoral. Levam as eleições paras as conversas de boteco, rodas de amigos e discussões em família.
            É impossível assistir a propaganda de um Tiririca, por exemplo, sem esboçar qualquer reação. Pra rir ou pra chorar, alguma reação todo o mundo tem.
            A questão, no entanto, deve ser encarada com a devida seriedade.
            Como disse, não vejo problema nessas candidaturas, desde que a mídia e os eleitores dêem a elas o tratamento adequado. Não há graça nenhuma em eleger cacarecos despreparados e sem nenhuma condição de contribuir com o desenvolvimento do nosso estado ou do país, nem de enfrentar os grandes temas que o Brasil fatalmente enfrentará nos próximos quatro anos.
            Não creio que alguém possa achar graça na participação do tal Tiririca, ou do Vampeta, por exemplo, nos rumos das riquezas proporcionadas pela exploração do petróleo da camada pré-sal, ou no futuro da Previdência Social.
            Eleição não precisa ser algo chato. Desde que tenhamos discernimento na hora do voto, seja lá qual for a concepção ideológica ou partidária de cada eleitor.
            Como otimista que sou, creio no amadurecimento do eleitor brasileiro. Entendo que esteja mais maduro e que vota com muito mais coragem e consciência que na primeira eleição pós-ditadura. Por isso mesmo, espero que os cacarecos continuem nos animando com suas pérolas e que, pra que seus trabalhos artísticos não sejam interrompidos, sejam fragorosamente derrotados nas urnas.

24 de ago de 2010

CNT/Sensus: Dilma vai a 46% e Serra tem 28,1%

Dados apontam vitória da petista no primeiro turno, confirmando a tendência evidenciada em levantamentos anteriores
Severino Motta, iG Brasília | 24/08/2010 10:54 - IG

A candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, ampliou a vantagem em relação ao adversário tucano José Serra em novo levantamento CNT/Sensus, divulgado nesta terça-feira. Pela pesquisa, que segue a mesma linha dos números divulgados por outros institutos nas últimas semanas, a presidenciável petista tem 46% das intenções de voto, o que lhe daria a vitória já no primeiro turno. Segundo colocado na disputa, o rival tucano José Serra teria 28,1% das intenções de voto se a eleição fosse hoje.

Dilma cresceu mais de 4 pontos em relação à pesquisa anterior, realizada entre os dias 31 de julho e 2 de agosto. Na época, a petista tinha 41,6%. Serra, por sua vez, registrou queda desde a última rodada, quando contabilizava 31,6%. A candidata do PV, Marina Silva, oscilou negativamente em relação à pesquisa anterior, passando de 8,5% para 8,1%. Os demais candidatos ao Palácio do Planalto não pontuaram. Brancos e nulos totalizaram 5,1% das intenções de voto e não souberam ou não responderam 11,7% dos entrevistados.
Pelo levantamento, Dilma venceria a disputa no primeiro turno, já que possui 55,3% dos votos válidos, superando a soma dos demais adversários, que juntos respondem por 44,7%. Os números apontam para uma tendência semelhante à pesquisa Vox Populi encomendada pela Band e pelo iG, datada de 17 de agosto. Na ocasião, Dilma contabilizava 45% das intenções de voto e Serra tinha 29%.
Os números apontam uma vitória larga de Dilma sobre Serra em um eventual segundo turno. A candidata petista alcançaria 52,9% das intenções de voto, enquanto Serra ficaria com 34%. Na pesquisa anterior, Dilma tinha 48,3% e Serra 36,6%.
O instituto Sensus entrevistou 2 mil pessoas em 136 municípios, entre os dias 20 e 22 de agosto. A margem de erro do levantamento é de 2,2 pontos porcentuais, para mais ou para menos. Os dados foram registrados no Tribunal Superior Eleitoral sob número 24.903/2010.
Espontânea
Dilma avançou também na pesquisa espontânea. Ficou a 37,2% das intenções de voto. O dado revela um crescimento de quase 7 pontos em relação ao levantamento anterior, quando a petista aparecia com 30,4%. Nesse caso, Serra subiu de 20,2% para 21,2%, uma variação dentro da margem de erro.
Na pesquisa espontânea, quando não são apresentados os nomes dos candidatos, Marina teve 6% das intenções de voto. Ela tinha 5% na rodada anterior. Os demais candidatos não chegaram a 1%.
As citações ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que não pode concorrer à reeleição caíram de 5% para 2,1%. Votos em branco, nulo ou nenhum somam 5,4%. Outros 25,2% não sabem ou não responderam à pesquisa.
Marina é a candidata com maior rejeição, segundo a pesquisa. Uma fatia de 47,9% dos entrevistados afirma que não votaria na representante do PV. Outros 40,7% não escolheriam Serra e 28,9% rejeitam Dilma. A pesquisa ainda revelou que 39,8% dos entrevistados têm Dilma como única candidata em que poderiam votar. Esse número chega a 22,6% para Serra e 8,3% para Marina.

17 de ago de 2010

Ibope: Dilma Rousseff pode vencer no primeiro turno

A candidata da Coligação Para o Brasil Seguir Mudando, Dilma Rousseff, ampliou a vantagem e poderia ganhar a eleição para presidente da República já no primeiro turno. Segundo pesquisa Ibope divulgada pelo Jornal Nacional, da TV Globo, a candidata tem 51% das intenções de votos válidos.

Na simulação de primeiro turno, Dilma recebeu 43% das intenções de voto e está 11 pontos percentuais à frente do adversário José Serra (PSDB), que tem 32%. Já a candidata Marina Silva (PV) continuou com 8% da preferência do eleitorado.

As intenções de voto em Dilma subiram 4 pontos percentuais em relação à última pesquisa Ibope, divulgada no início de agosto, enquanto José Serra perdeu 2 pontos. Naquele levantamento, Dilma tinha 39% das intenções de voto e Serra, 34%.

Num eventual segundo turno, Dilma venceria a eleição com 48% dos votos dos eleitores contra 37% de Serra. O Ibope ouviu 2.506 pessoas entre os dias 12 e 15 de agosto. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.

Pesquisa espontânea

Quando o Ibope não mostra os nomes dos candidatos, Dilma também aparece em primeiro lugar. A candidata tem 31% da intenções espontâneas, bem à frente de Serra (19%), Marina (5%) e os demais têm 2%. Os votos brancos e nulos somam 7%, e os indecisos são 35%.

A rejeição é maior em relação ao candidato do PSDB: 27% dos consultados pelo Ibope disseram que não votam nele. Esse percentual é bem menor em Dilma (19%) e Marina (15%). Além de ser menos rejeitada, Dilma tem um potencial de maior crescimento nas intenções de voto, pois 18% dos eleitores ainda não sabem que ela é a candidata do presidente Lula.

Debate e entrevistas na TV

O Ibope também mediu a influência do debate na TV Bandeirantes e das entrevistas dos presidenciáveis no Jornal Nacional, da TV Globo. Segundo o instituto, apenas 13% dos entrevistadores assistiram ao primeiro debate dos candidatos na televisão. Dilma foi vista como a vitoriosa por 10% dos eleitores, seguida de Serra (8%), Marina (2%) e Plínio de Arruda Sampaio (1%).

Na entrevista ao Jornal Nacional, Dilma teve a melhor audiência e foi vista por 26% dos eleitores - mais do que Serra (24%) e Marina (22%). O desempenho da petista foi considerado ótimo/bom por 23% dos espectadores, melhor do que o candidato tucano (20%) e da candidata verde (16%).

Fonte: dilma13.com.br

O Cara falou...

15 de ago de 2010

O aniversário da prisão de Renna

Há exatamente um ano estourava um dos maiores escândalos da política sorocabana. Era preso o então Secretário de Administração de Sorocaba, Januário Renna, em flagrante pela prática de pedofilia.
Após sua prisão, foram descobertas mais de duas mil fotos relacionadas a pedofilia no computador que utilizava na Prefeitura.
Trezentos e sessenta e cinco dias se passaram, Renna permaneceu preso muito menos que isso e hoje responde em liberdade.
Durante o período em que esteve preso, recebeu visitas de pessoas importantes do governo Lippi, sabe-se lá pra tratar de que.
O certo é que o mesmo anda solto e a justiça nesse caso até aqui não funcionou.

Política e esporte


A política e os esportes são dois temas presentes em minha vida. O primeiro, pela vocação que tenho pelo justo e igual, daí minha opção pela militância no PT.
O segundo é puro gosto mesmo. Acompanho o futebol, por exemplo, da forma antiga. Sou palmeirense apaixonado, mas não deixo de respeitar, nem de admirar bons jogos de outros times.
A prática é que é um problema. Tentei muita coisa na adolescência e descobri ser uma negação em todas elas.
Joguei futebol nos fraldinhas do CSU (onde hoje é o Parque dos Espanhóis, em Sorocaba), vôlei no SESI de Votorantim e treinei Karatê, no que provavelmente até hoje tinha sido minha escolha mais insana dentro dos esportes. Até hoje.
Em nada no esporte fui ou sou competitivo. E nem essa é minha intenção.
Mas nos últimos três ou quatro anos comecei a praticar natação, apenas como atividade física, mesmo. Preocupação com a saúde despertada pelos altos números do meu colesterol.
Este ano resolvi ir um pouco além e aceitar, junto com a Rita, minha esposa e companheira, a participar de provas de travessia, ou maratonas aquáticas. Se bem que não chegam a isso, porque participamos apenas das provas curtas, que giram em torno dos mil metros.
E eis que hoje, dia 15 de agosto, resolvemos participar da etapa de São Bernardo do Campo. Péssima escolha. Um frio de arrebentar.
Vi, há pouco, que a cidade de São Paulo teve hoje a tarde mais fria do ano. Imagine São Bernardo...
Enfim, fomos e participamos. Pela primeira vez achei que não conseguiria terminar a prova, mas terminei. Quase desmaiando, mas terminei. E a Rita também.
O legal é a sensação do dever cumprido, não importando para a nós a colocação. E o frio se perdeu nos primeiros duzentos metros da prova.
Mas o que me chamou a atenção mesmo nesta etapa foi o estado de abandono do parque onde a prova ocorreu.
Logo que cheguei ao local pude verificar as péssimas condições dos vestiários. O lugar é muito bonito, porém abandonado. Pensei comigo que assim que encontrasse algum dos companheiros da Prefeitura de São Bernardo do Campo falaria à respeito.
Não consigo entender o abandono de alguns municípios para com seus equipamentos esportivos.
Sorocaba, por exemplo, abandonou completamente seus Centros Esportivos. Aqui, não há sequer uma pista oficial de atletismo, ou piscina pública. E o único evento esportivo de porte havido nos últimos anos foi um torneio de tênis. Nada contra, mas que é pouco é. É quase nada.
Mas eis que assim que terminei a prova, vi uma concentração de pessoas em torno do pódio. Lá estava o Prefeito Luiz Marinho falando exatamente daquele parque, de como lamentava que estivesse em más condições e anunciando que o mesmo seria revitalizado.
Fiquei satisfeito com o que ouvi por dois motivos: 1. aquele belo local em breve estará mais belo; 2. o companheiro Marinho mostrou entender a importância de espaços democráticos para a prática de esportes, ao contrário do que se vê por aqui.
Mais satisfeito ainda fiquei quando vi que quem o acompanhava era “dona” Marisa Letícia, esposa do Presidente Lula, também empenhada em ver a cidade onde sempre viveu, e na qual voltará a viver à partir de 1° de janeiro do próximo ano, sendo bem cuidada.

12 de ago de 2010

O triste papel cumprido por Plínio

Plínio de Arruda Sampaio é figura histórica da esquerda brasileira. Elaborador, contribuiu e contribui em muito com as discussões teóricas acerca de um projeto de país mais justo.
Evidente que discordo com os caminhos por ele propostos. Acho muitas de suas propostas incoerentes com sua prática e outras tantas de fato inviáveis.
No entanto, não deixo de respeitar seu passado e tudo o que ele representa para a luta dos movimentos sociais que, contra tudo e todos, buscam uma sociedade igualitária.
Mas tenho que lamentar que a essa altura de sua vida preste-se a um papel tão pequeno quanto o que vem desempenhando na disputa presidencial.
Em verdade, a mídia tem o transformado num cacareco. Um Enéas sóbrio.
E ele está longe disso.
Numa busca desesperada pelo segundo turno, setores da mídia mais conservadora resolveram apostar que Plínio pode tirar um pouco de Dilma e, talvez, com isso ajudar a provocar um segundo turno.
Pura besteira! E Plínio é inteligente o suficiente para saber disso. Deveria abdicar de tal papel em respeito a sua história, antes que ela seja reescrita. 

9 de ago de 2010

Alckmin cortou recursos para APAE e entidades afins em São Paulo


Instituições privadas sem fins lucrativos – como as Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes) – que oferecem atendimento educacional especializado para alunos tiveram recursos cortados durante a gestão do tucano Alckmin no governo de São Paulo (2003-2006).

Mais de R$ 12 milhões previstos, entre 2004 e 2006, não foram aplicados em educação a alunos com deficiência e descumprida a meta de ampliar o número de atendimentos em 18% - 42.863 crianças deixaram de obter benefício. Nos Orçamentos de 2003 a 2006 a previsão de atendimento era para 239.925 crianças, no entanto, o governo cumpriu apenas 197.062.

A gestão Alckmin caminhou no sentido contrário a política de inclusão do governo federal, que aumentou o repasse de recursos federais destinados a melhorar as condições das instituições especializadas em alunos com deficiência. O Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb) passou a contar em dobro as matrículas das pessoas com deficiência que estudam em dois turnos, sendo um na escola regular e outro em instituições de atendimento educacional especializado.

Este ano, o valor total repassado por meio do Fundeb ao atendimento educacional especializado em instituições privadas será de R$ 293.241.435,86. Em 2009, foram encaminhados R$ 282.271.920,02. O número de matrículas atuais nessas unidades conveniadas é de 126.895.

Além disso, o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) envia recursos às instituições filantrópicas para merenda, livro e aqueles originários do Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE). Nos últimos três anos, foram repassados R$ 53.641.014,94, destinados a essas ações.

Fonte: PT ALESP

5 de ago de 2010

CNT/SENSUS - Volta do pres. Zezinho à prefeitura anima paulistanos

DA REDAÇÃO, COM CONTRIBUIÇÃO DO ENVIADO ESPECIAL A SP, GENNARO MACARRONE: Os rumores cada vez mais fortes sobre a possível volta do Mais Preparado dos Brasileiros, o ex-prefeito Zezinho, o Breve, ao comando da prefeitura paulistana têm gerado um clima de excitação como nunca visto na pujante Locomotiva da Nação.

Leia texto completo no Blog da Tia Carmela. Vale a pena!
Blog da Tia Carmela e o Zezinho

CNT/SENSUS aponta Dilma dez pontos a frente de Serra

A pesquisa CNT/SENSUS divulgada hoje, com Dilma na casa dos 41% de intenções de voto e Serra com apenas 31% pode e deve ter irritado a turma do PSDB/DEM. Mas não é surpresa pra ninguém.
Esta será a sexta eleição direta para Presidente(a) da República após a redemocratização do país. Há, claramente, um amadurecimento do eleitorado brasileiro que se demonstra nos índices de aprovação do governo Lula e da intenção de votos na candidata da continuidade.
O projeto petista é claro. As pessoas podem sentir a diferença do Brasil de hoje com o de FHC. Sabem que suas vidas estão melhores e atribuem isso a forma de governar do Presidente Lula.
Vivemos um momento de otimismo e confiança, muito diferente daquele encontrado ao final dos oito anos de governo do PSDB.
É difícil, quase impossível, para a oposição tentar convencer a população que seu projeto é melhor que o atual. Principalmente porque no período em que governaram foram mal.
Sabedores disso, passaram a esconder o próprio programa de governo e apostaram no tudo ou nada.
Apontaram para as FARC, inventaram dossiês, tentam criar crise aérea e sempre que possível colocam a culpa de tudo no PT e em seus representantes.
O problema, para eles, é que o eleitorado brasileiro, como dito, amadureceu. Aprendeu na dor, com os governos que falharam e já não se deixa levar por crises encomendadas.
Agora parece cada vez mais nítida a chance de Dilma vencer as eleições no primeiro turno.
E como a campanha pela TV ainda nem começou, preparemos nossos estômagos. A turma de Serra e FHC tende a baixar ainda mais o nível.

4 de ago de 2010

Pra não dizer que não falei da Marginal Dom Aguirre

Em Sorocaba, a elevação da Dom Aguirre tem sido assunto obrigatório. São milhares os comentários, opiniões e palpites sobre a eficiência da obra.
De qualquer forma, torço para que os problemas de alagamento sejam, de fato, extintos. Sem é claro que outros sejam criados.
Sendo assim, pra não dizer que não falei do assunto, deixo aqui algumas questões que, creio, valerão debates futuros:

1. O município de Sorocaba precisa definir o papel da malha ferroviária que corta a cidade:
Um dos trechos da marginal que não pôde ser significativamente elevado foi o que passa por baixo da linha férrea. Não pôde justamente para que o tráfego de veículos altos não fosse comprometido.
A malha ferroviária instalada em Sorocaba precisa de uma destinação que sirva a população de Sorocaba. Do jeito que está, serve muito pouco e a Prefeitura não possui qualquer ideia de como melhorar esse uso.

2. A rapidez com que a obra foi executada é de se elogiar. A dispensa de licitação, não!
Não concordei antes e continuo sem concordar agora. Uma obra de valores próximos aos cinco milhões de reais deve passar pelo crivo de um processo licitatório. É bom pra administração, que mostra transparência, e é bom pros cofres públicos, que terão a segurança das melhores condições.
No mais, discordo da posição de que tal obra tratou-se de mera pavimentação. Houve ali uma intervenção de engenharia e só por isso a licitação já seria recomendada.

3. Se a resolução era tão simples, por que o grupo político que governa Sorocaba há quase três décadas ainda não havia feito nada?
Os trechos sujeitos a alagamento na avenida são os mesmos há décadas. A diferença deste ano para os anteriores é que choveu mais e a Prefeitura havia abandonado os serviços de desassoreamento do leito do rio. Aí deu no que deu.
Torço pra não haja novos problemas, mas, sinceramente, não creio em soluções tão simples tiradas da cartola. Tanto é assim, que meses antes da elevação, Vitor Lippi falava em construção de piscinão em baixo da praça Lions (?!?!?) e muro na margem do rio.

4. Se a elevação funcionar, pra onde vai a água que não transbordar na marginal?
Bom, aí não precisa ser nenhum gênio pra saber. Só pra lembrar algumas áreas alagadas neste ano: Vitória Régia, São Bento, Abaeté, Santo André II. Muitas famílias já foram removidas desses bairros. Mas, nem todas.