Pedagiômetro

30 de ago de 2009

Lippi gasta mal o dinheiro público

Ainda sobre o ato de ontem, destaco a fala do presidente do Sindicato dos Médicos e ex-vereador, Antonio Sergio Ismael.
Segundo ele, os mais de dois milhões e trezentos mil reais gastos na construção daquela unidade, seriam suficientes para muito mais, caso a prioridade da Prefeitura fosse o investimento em prédios mais funcionais, do que promocionais.
O governo Lippi tem investido em obras que privilegiam a estética, como a UPH Zona Oeste, na Gal. Carneiro, em detrimento ao bom atendimento.
Ismael disse ainda que, com valores semelhantes, a Santa Casa de Sorocaba teria construído algo em torno de 70 leitos e dois centros cirúrgicos.
A questão, portanto, é de prioridade.

População do Wanel Ville abraça manifestação bem humorada

A reação da população do bairro Wanel Ville em relação a manifestação de ontem, em frente ao "futuro" Centro de Saúde do bairro foi tão positiva quanto rápida.
Assim que chegamos ao local, ainda enquanto colocávamos as faixas que indicariam o protesto, moradores já se aproximavam e elogiavam a iniciativa.
Creio que à partir de agora, o governo municipal terá que achar uma maneira de fazer o Posto funcionar, caso contrário, aquela população começará a tomar gosto pelas mobilizações. Aí a coisa se complica.

28 de ago de 2009

O Centro de Saúde Não Inaugurado do Wanel Ville - Sorocaba

Enfim, o STF devolve a razão a Palocci

Desde a saída do deputado Antonio Palocci do Ministério da Fazenda o tratamento dispensado por grande parte da mídia a ele vinha sendo algo em torno de uma condenação em praça pública.
Particularmente sempre tratei o período em que Palocci esteve frente a Fazenda com restrições. Entendia que tenha sido conservador demais para um governo progressista.
No entanto, a crise econômica que assombrou todo o mundo mostrou que ele estava certo. Foi a sua gestão que preparou o Brasil. A ponto de o "tsunami" de lá, se transformar na "marolinha" de cá.
A irresponsabilidade da oposição vazia e denuncista fez com que boa parte dos brasileiros realmente acreditasse que referido companheiro teria a coragem de vasculhar as contas de um humilde trabalhador.
O julgamento de ontem do STF, que rejeitou a denúncia contra Palocci recoloca os pingos nos "is".

27 de ago de 2009

A Justiça que tarda, desta vez não falha

A tempestade de más notícias parece não ter fim para o Prefeito Vitor Lippi. Só hoje, a imprensa sorocabana trouxe três más notícias a ele.
Uma dá conta de uma multa no valor de R$ 50 mil, aplicada pela Justiça Eleitoral em decorrência de irregularidade em sua campanha de 2004. Outra trata da ordem do Tribunal de Contas que determinou que a licitação para a contratação de empresa a realizar obras para o SAAE, no valor de R$ 14 milhões, fosse suspensa por irregularidades percebidas em seu edital.
Por fim, o Prefeito foi condenado a pagamento de multa por ter dispensado licitação na contratação de empresa que realizou serviços de paisagismo na cidade. Até então, Lippi alegava que agira dessa forma por se tratar de caso emergencial. Imagino o quanto seja urgente trocar a grama dos canteiros...
Interessante destacar, no último caso, que o processo de dispensa de licitação foi conduzido pelo então Secretário de Administração Januário Renna. Sim, aquele mesmo.

26 de ago de 2009

Flavio Arns, em respeito à verdade

Na semana que passou, um Senador em especial se destacou pelo ímpeto demonstrado na defesa da moral e dos bons costumes. Defendeu com unhas e dentes que o PT perdeu seu rumo ético e programático e que, por isso, estaria deixando a legenda.
Trata-se de Flávio Arns, Senador pelo estado do Paraná em seu primeiro mandato.
Referido parlamentar vinha há muito tempo tendo "problemas" com o PT. O maior deles: não teria legenda para disputar sua reeleição no ano que vem, já que o partido caminhava no sentido de priorizar a candidatura da companheira Gleisi Hoffman, presidente do Diretório Estadual do PT, ao Senado.
Flávio Arns, portanto, apresenta-se como o último virgem do "cabaré".
Abaixo, segue texto do deputado paranaense André Vargas, que narra um pouco da trajetória política do tucano vermelho:

Flávio Arns, em respeito à verdade

Acompanhei a atuação política do hoje senador Flavio Arns. Atuante nos movimentos de assistência e educação especial, chegou à Câmara Federal em 1990, pelo PSDB nascente. Em 1994 se reelegeu e em 1996 foi candidato a vice-prefeito de Curitiba ao lado do radialista Carlos Simões. Eleito para o terceiro mandato em 1998, apesar de filiado ao PSDB, mostrou sintonia com a bancada do PT, votando sistematicamente com a nossa bancada.

Indicado por deputados federais petistas, nós, da direção estadual do PT, filiamos o Flávio e o indicamos nosso candidato ao Senado. Na esteira da grande votação do presidente LULA, se elegeu nosso senador. No Senado, inúmeras vezes se aproximou das posições políticas da nossa oposição. Indicado por unanimidade o nosso candidato ao Governo em 2006, não vimos na campanha uma sintonia com as bandeiras partidárias e raramente a figura do LULA apareceu nos programas eleitorais. O distanciamento do PT foi coroado com a sua ausência no comício de encerramento da campanha presidencial em Curitiba.

Raramente compareceu em reuniões do Diretório Estadual e ao que me consta nunca compareceu no Diretório Nacional. Respeito o senador Flávio Arns, mas lhe falta autoridade política para criticar o PT. Me parece que ele se aproveitou de uma crise pontual para completar o seu completo desligamento do PT. Gostaria que fosse diferente, mas muitos de nós petistas não nos orgulhamos da atuação do senador Flávio Arns.

André Vargas é deputado federal pelo PT do Paraná

25 de ago de 2009

Lula: lucro do pré-sal irá para educação, tecnologia e combate à pobreza

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta terça-feira (25) que a definição sobre as novas regras de exploração de petróleo na camada de pré-sal (poços profundos abaixo do oceano) será divulgada na segunda-feira que vem.
"Na segunda-feira, vou lançar o novo marco regulatório do pré-sal", afirmou o presidente em discurso no lançamento da pedra fundamental da Universidade Federal do ABC, em São Bernardo do Campo.
Segundo o presidente, a idéia é investir os lucros do pré-sal em programas que beneficiem o conjunto da sociedade brasileira.

"Vamos investir em educação, ciência e tecnologia, e para combater a pobreza nesse país", disse Lula.

"Esse que vos fala está tentando dizer que daqui há dez, quinze anos, a gente tenha o Brasil numa situação altamente invejável diante dos olhos do mundo. (...) Nós não vamos jogar fora, no século 21, a quantidade de oportunidades que jogamos no século 20".


Fonte: PT Nacional

22 de ago de 2009

Quem é quem na crise do Senado

Já mencionei diversas vezes neste blog minha opinião sobre os verdadeiros motivos da crise do Senado.
Também já disse aqui que, pra mim, a situação só se resolverá com ampla reforma política do país. O resto é oportunismo.
Mas, só pra que cada um responda pelo que lhe é de direito, cito aqui alguns fatos que julgo interessantes:
1. Quem elegeu José Sarney à presidência do Senado não foi o PT, que lançou como candidato o Senador Tião Viana;
2. Dos 81 Senadores, o PT só tem 12;
3. Os partidos mais influentes do Senado são: PMDB, PSDB e DEM(PFL);
4. Grande parte dos problemas descobertos naquela Casa tem origem na Primeira Secretaria (que é do DEM) e não na Presidência.

Então, por que a culpa de tudo é do PT?

A turma da "Educação Moral e Cívica"

A imprensa sorocabana traz hoje comentários dos deputados Pannunzio e Jefferson Campos sobre o PT. Isso mesmo, não comentam a crise do Senado, comentam sobre o PT.
Entre idas e vindas, dizem em suma que o PT perdeu seus valores éticos, que tinha um discurso utópico e quando percebeu que era governo tudo mudou.
Incrível! É a turma nota dez da Educação Moral e Cívica.
O Pannunzio citado é o mesmo que responde a processos por improbidade administrativa da época em que foi prefeito. O mesmo ainda que foi um dos articuladores da candidatura de Severino Cavalcanti à presidência do Congresso.
Já Jefferson Campos, que tanto reclamou quando a mídia o elencou entre os envolvidos no escândalo das "Sanquessugas", aquela coisa das ambulâncias coisa e tal, agora também resolveu mostrar que é um exemplo de pessoa.

Coincidência?

Até a semana passada, o centro dos debates políticos era o Senador José Sarney. Algo óbvio já que é ele quem preside a Casa Legislativa que atravessa a crise do momento.
Desde a divulgação da última pesquisa Vox Populi, em que Dilma aparece ainda mais próxima de Serra, o foco passou a ser o PT.
Em Sorocaba, especificamente, há também outro ingrediente. Após a prisão do Secretário Renna, coincidentemente a mira também se voltou para o PT.
Há quem chame isso de “cortina de fumaça”. Eu não. Acho mesmo ... coincidência.

21 de ago de 2009

Outra "morte anunciada" do PT

Hoje (21/08), segundo editorial do jornal Cruzeiro do Sul, é “o dia em que o PT acabou”. Mais uma das sucessivas “mortes anunciadas” -- estabelecidas por editorialistas da grande mídia brasileira, especialista em distribuir lições éticas que não segue -- a que o partido é submetido desde que, rompendo a tradição histórica dos acordos por cima, foi fundado, no início dos anos 80, por sindicalistas, militantes de movimentos sociais, integrantes das comunidades eclesiais de base e intelectuais críticos.

A história real, no entanto, tem sido outra. Nestes 30 anos, o PT cresceu e enraizou-se no imaginário popular como a alternativa política adequada à necessária mudança no padrão secular de exclusão social e concentração de renda vigente no Brasil praticamente desde o descobrimento. E transformou-se, neste curto espaço de tempo, no maior partido brasileiro.

O PT está à frente, hoje, de um governo que orgulha a nação, ao provar na prática a sua tese de que é possível e necessário conciliar crescimento econômico com distribuição de renda e combate à miséria. E não são só os petistas ou os quase 70% da população brasileira que consideram o Governo Lula bom ou ótimo que afirmam isso. São intelectuais, governantes e a opinião pública internacional. O Brasil foi elevado, hoje, a global player no cenário mundial.

O editorial em tela repete, também, a velha estratégia. Quem era demonizado por seu “radicalismo”, ao abandonar o partido, passa a ser exemplo de coerência e coragem. Foi assim no colégio eleitoral, quando o PT decidiu não trair o movimento Diretas Já e recusou-se a participar; aconteceu na chamada crise do “mensalão”; e nas saídas, individuais ou em pequenos grupos, do partido. Quem fica no PT, no entanto, submeteu-se, dobrou-se, perdeu a velha capacidade de indignação.

Há, efetivamente, uma crise no Senado. Ela, no entanto, é uma crise na estrutura da democracia representativa brasileira, que não vai se resolver pela fulanização do debate. O que o país necessita, com urgência, é de uma profunda reforma política, capaz, ela sim, de romper com séculos de coronelismo, novo ou velho, e da existência de “donos da cidade”, quer manifestem-se no Maranhão ou em Sorocaba. Este é o debate que queremos fazer.

Paulo Henrique Soranz
Presidente do DM PT Sorocaba

José Carlos Trini Fernandes
Secretário de Comunicação do DM PT Sorocaba

20 de ago de 2009

A crise é de quem?

O que há de mais saudável num regime democrático é o debate entre projetos e idéias. O que há de mais perigoso é a falta de ambos.
A oposição ao governo Lula, liderada pelo PSDB e pelo DEM(PFL) atuam sem projeto e nem idéias. Partem, portanto, para a lógica do quanto mais denunciar, melhor. Daí que situações sérias misturam-se com banalidades e todo o Congresso cai em descrédito.
E como eles não tem nem projeto, nem base social, utilizam como "militância" alguns veículos de comunicação que se sujeitam a isso.
É inquestionável a diferença de tratamento quando se acusa alguma figura petista de algo, de quando algum tucano está envolvido em assunto obscuro. Aliás, na maior parte das vezes ficamos até em dúvida se a figura é filiada a algum partido político. Dos ex-Secretários de Sorocaba exonerados este ano, por exemplo, quem era tucano?
Mas escrevo este texto, principalmente, para expor minha opinião sobre a tal crise do PT. Durante todo o dia ouvi falar nisso. A Globo e a Band trabalharam todo o seu jornalismo com chamadas do tipo "PT em crise". Na internet não foi diferente.
Pois que fique claro que não há crise alguma no PT. O partido vive, aliás, excelente momento interna e externamente.
O desentendimento havido é restrito a bancada petista do Senado. Aí sim a coisa anda complicada. Nem tanto quanto noticiam, mas é que a bancada é do PT, né? Onde tudo é mais notícia (negativa, em geral).

Ir ao litoral deve ficar mais caro depois das eleições

Para quem mora em São Paulo, a rapidez na privatização das rodovias e cobrança de pedágios contrasta com a lentidão na melhoria do transporte público. Ir para o litoral ficará muito mais caro depois das eleições de 2010. Por outro lado, a entrega de novas linhas de Metrô, do Expresso-Aeroporto e do VLT deve ser adiada.

O governador José Serra deve entregar novos lotes de rodovias à iniciativa privada ainda neste semestre, mas a cobrança em pelo menos 10 novas praças de pedágios, que serão abertas na rota do litoral paulista, deve começar depois das eleições.

Segundo reportagem publicada nesta quarta-feira (19/08) na Folha de São Paulo revela que a Rodovia Rio-Santos poderá receber até 6 praças. Na Tamoios, já estão definidas dois novos pontos de pedágio. Estudos da Secretaria de Transportes apontam cobrança também na Mogi-Dutra, na Mogi-Bertioga, já no trecho de descida da serra, e na Oswaldo Cruz, que leva a Ubatuba.

Mas se o assunto é transportes, os paulistanos têm ainda outras más notícias. A primeira estação da Linha 5 do Metrô (Adolfo Pinheiro), que seria entregue em 2010, deve ficar pronta somente em 2011.

A linha de trem Expresso Aeroporto (que ligará o centro da capital ao Aeroporto de Cumbica, em Guarulhos), também prevista para 2010, não deve ficar pronta antes de 2012 e o VLT - metrô leve, que deve ligar a Estação São Judas ao Aeroporto de Congonhas - está previsto para o ano que vem, mas a licitação da obra ainda não foi feita.

Fonte: www.ptalesp.org.br

Vox Populi mostra Dilma cada vez mais próxima de Serra

Do site do PT Sorocaba

Pesquisa Vox Populi divulgada pela TV Bandeirantes na noite desta terça-feira (18), sobre a sucessão presidencial, mostra números bem diferentes dos apresentados pelo Datafolha no último fim de semana.

Segundo o Vox Populi, a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff (PT), continua crescendo na preferência do eleitorado e se aproxima cada vez mais do tucano José Serra.

No cenário em que os dois disputam com Ciro Gomes (PSB) e Heloisa Helena (Psol), a diferença de Serra para Dilma é de apenas nove pontos (30% a 21%).

Já o Datafolha, no mesmo cenário, havia apontado uma distância de 21 pontos (37% a 16%).

Leia mais no PT Sorocaba.

19 de ago de 2009

A saída de Marina Silva

A Senadora Marina Silva é uma daquelas figuras que não combinam com a política tradicional do Brasil. Ela é melhor que isso.
Há algum tempo tive a oportunidade de acompanhá-la por um dia todo, em agenda que fizemos em Votorantim e Sorocaba. Na época, ela ainda era Ministra do Meio Ambiente.
A sinceridade e a forma humana com que tratava cada pessoa que lhe abordava, as palavras sempre positivas que escolhia transpareciam a figura que de fato é, muito mais movida pelo coração e por sua fé, do que pela fria razão da política.
Acho que essas suas caracaterísticas foram determinantes para que tenha tomado a decisão que anunciou hoje, a saída do PT para ingresso no PV.
Marina é figura imprescindível à luta ambientalista, mas está sendo usada. Não faz o menor sentido acreditar que sua candidatura a Presidência da República possa ser algo mais que um braço da candidatura Serra. Uma linha auxiliar que atacaria Dilma de forma muito mais sofisticada e simpática, que a praticada pelos tucanos.
O PV não é o partido do ambientalismo no Brasil, tanto quanto o DEM (Democratas) não é o partido que o nome sugere (só pra lembrar, o DEM é o ex-PFL, que foi o ex-PDS, que num passado recente atendia pelo nome de ARENA, ou seja, tudo, menos democrata).
A senadora foi envolvida pelo canto da sereia. Infelizmente.
Grande perda para o PT. E ao contrário do que desejo em relação a outros que optaram por sair, como Heloísa Helena, espero que um dia volte.
De minha parte continuo com o projeto que está transformando o Brasil, sou mais Dilma que nunca.

18 de ago de 2009

Já está em vigor a Lei que criou o programa "Empreendedor Individual"

O programa "Empreendedor Individual" foi criado pelo governo Lula para regularizar a situação de milhões de trabalhadores e trabalhadoras brasileiros que sobrevivem de seu pequeno negócio, ou da prestação de serviços.
São proprietários de carrinhos de lanches, cabeleireiros, manicures, pedreiros, enfim, pequenos empreendedores.
Abaixo, informações do próprio site do programa:

O que é?
O Empreendedor Individual é a pessoa que trabalha por conta própria e que se legaliza como pequeno empresário. Para ser um empreendendor individual, é necessário faturar, no máximo, até R$ 36.000,00 por ano, não ter participação em outra empresa como sócio ou titular e ter um empregado contratado que receba o salário mínimo ou o piso da categoria.

A Lei Complementar nº 128, de 19/12/2008, criou condições especiais para que o trabalhador conhecido como informal, possa se tornar um Empreendedor Individual legalizado.

Entre as vantagens oferecidas por essa lei, está o registro no Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas (CNPJ), o que facilitará a abertura de conta bancária, o pedido de empréstimos e a emissão de notas fiscais.

Além disso, o Empreendedor Individual será enquadrado no Simples Nacional e ficará isento dos impostos federais (Imposto de Renda, PIS, Cofins, IPI e CSLL).

Pagará apenas o valor fixo mensal de R$ 52,15 (comércio ou indústria) ou R$ 56,15 (prestação de serviços), que será destinado à Previdência Social e ao ICMS ou ao ISS. Essas quantias serão atualizadas anualmente, de acordo com o salário mínimo.

Com essas contribuições, o Empreendedor Individual terá acesso a benefícios como auxílio maternidade, auxílio doença, aposentadoria, entre outros.


Vale a pena conhecer e divulgar o programa.

www.portaldoempreendedor.gov.br

17 de ago de 2009

As alianças irresponsáveis de Lippi

No dia 07 de maio deste ano, escrevi um texto onde quastionava a forma irresponsável como foram construídas as alianças de Lippi.
O texto foi publicado em alguns sites como o do PT Sorocaba e o do Deputado Hamilton. Mesmo assim, achei que deveria colocá-lo também aqui neste blog, apenas para provocar a reflexão necessária ao caso, bem como possíveis paralelos com a sequência de tombos que o prefeito vem tomando.
A questão é que a forma como esse governo foi construído não pode dar certo. Vitor Lippi não tem, nem terá como conduzir a administração local, simplesmente pelo fato de suas alianças não terem priorizado valores éticos, ou capacidade técnica de seus aliados.
Segue o texto:

As leis, as salsichas e as alianças de Lippi
Não é de hoje que os quadros mais sérios da política brasileira, independente da cor partidária, reafirmam a necessidade de uma profunda reforma no sistema político-eleitoral brasileiro.

As teses são muitas no que tange a temas polêmicos como a proibição de coligações proporcionais, financiamento de campanha, voto distrital, em lista, enfim, o debate é tão amplo quanto urgente.

E a demora para que essa reforma seja apreciada e colocada em prática, produz situações esdrúxulas como a que percebemos em Sorocaba, no que se refere as alianças estabelecidas pelo PSDB para a reeleição do prefeito Vitor Lippi.

Nas últimas semanas as informações a respeito dos acordos firmados em torno da reeleição do atual prefeito surgem aos montes, quase todas absurdas. Destaque ao caso do PMN, em que o acordo teria sido firmado nos seguintes termos: reeleito o prefeito, os cinco primeiros suplentes da chapa de vereadores teriam direito a cargos comissionados na prefeitura.

É a banalização do interesse público!

As alianças envolvem, é claro, a participação de cada um dos partidos integrantes no governo. Porém, a lógica é a de que cada um ofereça o que tem de melhor, do ponto de vista técnico e político, a bem do interesse público, da moralidade e da eficiência administrativa. E quem poderia prever, quando o acordo foi firmado, que aqueles que viessem a alcançar as cinco primeiras vagas de suplência, seriam os melhores quadros do partido?

E o pior é que não se trata de um caso isolado, há vereadores reclamando o cumprimento de acordos. Nessas situações a pergunta inevitável é a seguinte: como imaginar uma independência de poderes se o Executivo distribui cargos para membros do Legislativo?

Certa vez o então primeiro-ministro alemão Otto Von Bismark sentenciou que “se o povo soubesse como são feitas as leis e as salsichas, não dormiria tranqüilo”. Creio que as alianças políticas de Lippi estejam nesse mesmo patamar, pois, confesso, não durmo tranqüilo sabendo que a cidade onde vivo está debaixo desse tipo de acordo.


16 de ago de 2009

Ainda sobre a prisão de Renna

A prisão do Secretário de Administração de Sorocaba, Januário Renna é só mais um capítulo do conturbado segundo mandato do Governo Vitor Lippi.
Insisto que o problema é muito maior do que parece. Há todo um conceito que precisa ser desmontado.
Há mais de trinta anos é o mesmo grupo político que administra a cidade de Sorocaba. E esse grupo vem trabalhando a gestão do município num modelo gerencial, empresarial mesmo. Isso pode ser notado com mais clareza nos governos Pannunzio, Amary e Lippi.
Além do problema de tratar o cidadão como cliente, os conceitos de administração pública são necessariamente diferentes dos da administração privada.
Por exemplo, em empresas é comum e até saudável a ajuda entre familiares e amigos, na gestão pública é imoral e muitas vezes ilegal. Sobre o tema temos o exemplo do ex-Secretário Daniel de Jesus, que isentou de impostos empresa de seu pai.
Também na iniciativa privada, os padrões éticos são diferentes. Há muito mais tensão no sentido de se buscar a "competitividade", de forma a se abrir mão de alguns "valores éticos", como contratar ou manter alguém que tenha, digamos, descuidado de alguns lançamentos financeiros na hora de declarar rendimentos. Na gestão pública, isso pode ser tratado como irresponsabilidade fiscal. Como no caso do atual Secretário de Habitação de Sorocaba, Barbará, que quando prefeito de Itapetininga, além de não ter produzido nada significativo na área da habitação, também descumpriu a Lei de Responsabilidade Fiscal, tornando-se inelegivel.
Outro exemplo é com relação a Secretaria de Segurança, o prefeito Vitor Lippi trocou um Secretário oriundo do Exército, por outro da Polícia Militar. Destaque ao fato de termos qualquer instituição militar como algo constituído para proteger o Estado, não necessariamente o cidadão. Conceito patrimonialista comum a qualquer empresa. Elas não contratam seguranças para cuidar de seus funcionários, o fazem para proteger o patrimônio, seu "estado" particular.
Menciono todos esses exemplos, como poderia mencionar outros, para dizer que o buraco da administração tucana é muito mais embaixo.
Vitor Lippi exonerou o Secretário Renna por uma conduta inaceitável, mas não exonerou o conceito de administração que vem acumulando imoralidades.
Se quiser ir adiante, precisa ir muito além de Renna.

15 de ago de 2009

Secretário de Sorocaba é Preso

Na tarde de hoje a Polícia Civil flagrou o Secretário de Administração de Sorocaba, Januário Renna, com três adolescentes em um motel da cidade de Itu.
As informações foram divulgadas há pouco pelo portal Terra (http://noticias.terra.com.br/brasil/interna/0,,OI3924434-EI5030,00-Secretario+de+Sorocaba+e+detido+com+adolescentes+em+motel.html).
Aguardemos o posicionamento do Prefeito Vitor Lippi, que reassume hoje o comando da Prefeitura após cirurgia realizada há duas semanas.
Lippi já defendeu seu ex-secretário que isentou de impostos empresa do próprio pai e mantém em sua linha de frente secretários que mantiveram relações inadequadas com a Toyota (o caso dos Corolas).
E agora, aceitará novamente?

Veja: Depois da Dilma terrorista, a mentirosa do narcotráfico

Do site do PCdoB: www.vermelho.org.br
Luiz Carlos Azenha, em Vi o mundo, disseca a "sofisticação inédita" da revista Veja ao apresentar a presidenciável Dilma Rousseff como mentirosa aliada de gente financiada pelo narcotráfico, já que a campanha da Dilma terrorista deu para trás. "O texto é um maravilhoso exemplo de como encher espaço com absolutamente nada". Veja a íntegra.

Existe um princípio do marketing eleitoral nos Estados Unidos segundo o qual você precisa definir o seu adversário antes que ele consiga se definir diante da opinião pública.

Como os EUA são a fonte onde bebem os marqueteiros do Brasil, deve ter nascido aí a estratégia de José Serra para chegar ao Planalto, aliada às ferramentas das quais ele já se utilizou em 2002 para matar a candidatura de Roseana Sarney no berço: o trabalho de agentes públicos que dão um ar oficial aos dossiês, devidamente divulgados pela mídia. O padrão dos "assassinatos de reputação" está de volta.

Dilma, a terrorista, foi obra da Folha de S. Paulo. É uma espécie de pedágio que o jornal pagou, no rodízio que os órgãos da propaganda eleitoral de Serra fazem. Uma hora é a Folha que denuncia, repercutida pela Globo. Outra hora é a Veja que denuncia, repercutida pelo Estadão. De outra feita a Globo denuncia e os jornais correm atrás. É um ciclo de retroalimentação, sempre com objetivos políticos. Informações são misturadas a boatos e ilações. Em um fato real são penduradas dezenas de suposições. A estratégia pressupõe que o eleitor é estúpido, que o leitor, o telespectador e o ouvinte jamais saberão discernir o real do imaginado.

Finalmente, nessa estratégia, as pesquisas eleitorais medem os resultados. Peças da narrativa que não deram certo são descartadas. E é assim que a campanha é calibrada. Dilma a terrorista deu para trás.

Agora passamos a uma nova fase: Dilma, a mentirosa aliada de gente financiada por narcotraficantes.

Para estudar esse fenômeno eleitoral, a edição da revista Veja que chegou às bancas é um primor. Revela uma sofisticação inédita. Na capa, anuncia o confronto Dilma x Lina [a ex-secretária da Receita Federal que acusou Dilma de ter pedido a ela agilidade nas investigações sobre a família Sarney em encontro que a ministra nega].

"Cabe à acusadora mostrar as provas contra a ministra", diz o título. No índice, a chamada é outra: "Dilma: uma rebelião surda contra sua candidatura". Finalmente, na reportagem, o título: "Quem está dizendo a verdade?" O texto é um maravilhoso exemplo de como encher espaço com absolutamente nada.

Começa com uma pensata pretensiosa sobre o uso da mentira na política. Sugere descontentamento entre petistas com a candidatura de Dilma Rousseff. Alinhava "fatos e versões", com os títulos de "o fato", "o que disse a ministra" e "o que foi comprovado". Sugere, sem dizer isso escancaradamente, que Dilma é mentirosa. Ou, pelo menos, que não dá para confiar nela. "Se o rótulo de mentirosa colar na ministra, será muito difícil superar isso em uma campanha", diz o texto. Bastante sugestivo isso, especialmente quando impresso na Veja.

Mas a Veja não seria a Veja sem Diogo Mainardi. Depois de, sob o título de O Dízimo do Tráfico, especular que dinheiro de narcotraficantes colombianos teria sido investido na Igreja Universal, ele escreve:

"A Igreja Universal, nos últimos dias, atrelou sua imagem à de Lula. É a mesma estratégia empregada por José Sarney. Um apoia o outro. Um defende o outro. Edir Macedo está com Lula e com Dilma Rousseff. Agora e em 2010. Se a Igreja Universal tem um Diploma de Dizimista, assinado pelo Senhor Jesus Cristo, Dilma Rousseff tem um Diploma de Mestrado da Unicamp, supostamente assinado pelo senhor Espírito Santo. O senhor Edir Macedo e o senhor Lula se entendem. Eles sabem capitalizar a fé".

O bom do Diogo Mainardi é que ele facilita sobremaneira o nosso trabalho. Em apenas um parágrafo conseguiu ilustrar a campanha de José Serra ao Planalto melhor que qualquer um faria. Juntou em apenas um parágrafo Lula mentiroso, Lula explorador da fé pública e José Sarney. Por associação, coloca no mesmo saco Dilma, Lula e gente que teria recebido financiamento de narcotraficantes colombianos. Só faltou juntar as Farc e o Fidel Castro.

Mas não se encerra por aí o primor desta edição imperdível. Tem mais. Tem seis páginas dedicadas ao novo e magistral livro de Ali Kamel sobre... Lula. Ou sobre as declarações de Lula. É curiosa essa obsessão do diretor de Jornalismo da TV Globo com aquele que ele, Kamel, tentou desesperadamente derrotar em 2006.

Depois de provar que não somos racistas, Kamel gasta 672 páginas para provar que... Lula não é Lula.

"Um brasileiro médio, mais ou menos crente em Deus e que se vê como proponente de uma sociedade capitalista onde haja mais harmonia entre pobres e ricos". É assim que Kamel define Lula.

Para terminar, a verdadeira piada de Veja: precedendo as seis páginas dedicadas a Kamel, duas páginas de propaganda da Globo sobre o Criança Esperança. Poderia ser um pouco menos explícito?

PS: Não percam, neste sábado, o Jornal Nacional repercutindo a capa da Veja. Estamos de volta a 2006.

PS2: A simbiose entre Veja, Globo, Kamel e Mainardi se estende aos políticos que alimentam e prestam serviço a ambos. O compadrio entre a elite brasileira é coisa antiga.

14 de ago de 2009

Criado em Sorocaba o Comitê Regional Pró-Conferência de Comunicação

Por João José de Oliveira Negrão

Na noite de terça-feira (11/08), em reunião ocorrida no Sindicato dos Rodoviários de Sorocaba e região, foi criado o Comitê Regional Pró-Conferência Nacional de Comunicação, integrado por entidades da sociedade civil. O grupo – que poderá ser ampliado por outras entidades que queiram se integrar – terá como tarefa debater e organizar atividades preparatórias à conferência nacional, já marcada para os dias 1, 2 e 3 de dezembro.

No dia 16 de abril de 2009, o governo Lula assinou um decreto convocando a 1ª Conferência Nacional de Comunicação (CONFECOM), a ser realizada em Brasília. Segundo o decreto, o tema "Comunicação: meios para a construção de direitos e de cidadania na era digital" será debatido por delegados representantes da sociedade civil, eleitos em conferências estaduais e por representantes do poder público. Diversas organizações da sociedade civil que lidam com comunicação já estão organizando reuniões para realizarem as etapas regionais prévias à conferência nacional. De acordo com Lula, será uma oportunidade histórica de participação da sociedade civil na forma como é tratado o direito à comunicação no Brasil.

Integrantes

Inicialmente, integram o comitê o Sindicato dos Jornalistas de SP – Diretoria Regional de Sorocaba; o Sindicato dos Metalúrgicos de Sorocaba e região; o Sindicato dos Rodoviários de Sorocaba e região; o Sindicato dos Trabalhadores do Vestuário de Sorocaba e região; o Sindicato dos Psicólogos de SP – Regional Sorocaba; Sindicato dos Papeleiros de Sorocaba e região; Sindicato dos Têxteis de Sorocaba e região e a CUT – Regional Sorocaba.

Além das entidades sindicais, também integram o grupo a Aliança Internacional dos Jornalistas – Pólo Sorocaba; a ASI (Associação Sorocabana de Imprensa); a AJORI (Associação de Jornalistas e Radialistas da Região de Itapetininga); o PT de Sorocaba; a Macrorregião de Sorocaba do PT; o PT de Araçoiaba da Serra; o Centro Acadêmico de Psicologia da Unip; o Ceadec (Centro de Estudos e Apoio ao Desenvolvimento, Emprego e Cidadania); a Pastoral da Comunicação de Votorantim; a União das Associações de Amigos de Bairro de Votorantim e a Associação dos Aposentados e Pensionistas de Votorantim. Os mandatos do deputado estadual Hamilton Pereira e dos vereadores Izídio de Brito Correia e Francisco França, de Sorocaba, e Fernando de Oliveira Souza, Francisco Carlos Amorim e Marcos Antônio Alves, de Votorantim, também compõem o comitê.

O comitê tem acompanhado as discussões entre o governo federal, representantes da sociedade civil e os empresários da comunicação – que têm boicotado as reuniões – para a definição do regimento que organizará o processo de escolhas de delegados à Conferência Nacional. Definido este regimento, será convocada uma conferência preparatória – de caráter municipal ou regional – para aprofundar os debates sobre o tema.


São poucos os que já perceberam o que está em curso no país à partir das Conferência Públicas.
Só neste ano, já aconteceram as da Igualdade Racial, da Segurança Pública, da Assistência e Promoção Social, entre outras.
À partir dos resultados de tais processos, o Brasil estará repactuando seu Estado. Só pra dar um exemplo a Conferência de Segurança Pública pode aprovar um modelo de segurança completamente diferente do que temos hoje. A de comunicação é uma das mais importantes por determinar quais serão as diretrizes das políticas de comunicação no país daqui para a frente. É bom lembrar que vivemos num país onde a interferência de políticos (da direita) nos meios de comunicação é absurda.
E o mais importante é que todas essas mudanças que estão sendo construídas tem sido acompanhadas abertamente por sindicatos, movimentos populares, estudantes, representantes de entidades religiosas, enfim, um belo exemplo de consciência democrática.
Pena que poucos veículos de comunicação noticiem isso.

13 de ago de 2009

O melhor recado para Marina

O blog Bah!Caroço traz postagem com entrevista do Deputado Estadual Major Olímpio, que justifica sua saída do PV.
Na entrevista um recado claro à Senadora Marina Silva sobre o que é de fato o partido que tenta convencê-la a se candidatar à Presidência da República no próximo ano.
Valiosas considerações.

As Plenárias Cidadãs de Lippi

Em resposta à terceira e última questão formulada pelo Vereador Paulo Mendes, seguem minhas considerações sobre as "Plenárias Cidadãs" do Prefeito Vitor Lippi.

A prática de discutir prioridades e construir coletivamente leis orçamentárias sempre foi comum nas administrações petistas. Uma das grandes marcas do chamado modo petista de governar, aliás, é exatamente o "Orçamento Participativo", ou OP.
Em nenhuma hipótese sou contra qualquer espécie de instrumento que diminua a distância entre o Poder Público e as demandas da comunidade por ele governada.
No entanto, vejo as Plenárias Cidadãs como uma inicitiva muito tímida no sentido dessa democratização. Sobretudo, porque são apenas consultivas e não deliberativas.
O Orçamento Participativo vai muito além disso. Além de possibilitar que os moradores dos bairros atendidos expressem quais são os problemas com os quais convivem, as reuniões do OP também possuem um caráter pedagógico.
Quando uma comunidade aponta que dentre os problemas do bairro estão, por exemplo, a falta de asfalto, uma praça abandonada ou uma creche com número de vagas insuficiente, a coordenação do OP estimula entre os presentes o debate sobre qual, ou quais, dessas demandas são prioritárias.
Os participantes dessas reuniões, então, votam em qual será a obra a ser executada naquele período. A prefeitura pode até realizar as três obras, mas os moradores saem daquela Plenária ao menos certos de que sua necessidade mais urgente será atendida. Aprendem que os cofres do município tem limites e passam, inclusive, a cuidar melhor do que é público.
Essa modalidade de gestão nunca será implantada pelo governo Vitor Lippi, simplesmente porque sua opção foi a de adotar um modelo gerencial de administração. Onde o que vale é o esforço mínimo, com resultados muito pragmáticos. Como em qualquer empresa.
O problema é que Sorocaba não é uma empresa e os sorocabanos não são meros clientes. São cidadãos.

12 de ago de 2009

Resposta à segunda pergunta do Vereador Paulo Mendes

Seguindo o combinado, respondo aqui a segunda das perguntas formuladas pelo Vereador Paulo Mendes, através do jornal Bom Dia.
A questão é sobre a possibilidade de o PT apoiar a candidatura de Ciro Gomes ao governo do estado e qual seria minha opinião a respeito.

Postei há poucos dias que minha opção ao governo do estado é o companheiro Emídio, petista e atual prefeito de Osasco. Sugiro a leitura de tal postagem (um pouco abaixo)para melhor justificativa dessa opção.
Quanto a possibilidade de o PT apoiar a candidatura de Ciro, creio que seja algo absolutamente natural que façamos tal debate.
O que há de concreto, é que se percebe um esgotamento do modelo de administração do PSDB no estado de São Paulo. Basta verificar os ânimos de setores organizados da sociedade. Essas organizações nos servem como termômetro.
A sequência de governos tucanos nos deram a aprovação automática, que resultou numa geração de analfabetos funcionais, a criação e o crescimento do PCC, além do vergonhoso conflito entre as polícias, durante a greve da Polícia Civil.
Há tantos outros pontos que poderíamos abordar nas áreas da saúde, habitação, pedágios, etc. Mas acho que já mencionei um número suficiente de argumentos para sustentar que o modelo do PSDB está esgotado no estado.
Pois bem, percebendo isso, as forças de esquerda debatem legitimamente qual seria o melhor nome para enfrentar e vencer as eleições do próximo ano. Daí o PSB apresentar Ciro Gomes, o PCdoB Aldo Rebelo, o PDT Dr. Hélio e o PT Emídio, Marta, Palocci, Haddad, ou quem quer que seja.
O importante é que tenhamos desse bloco de partidos o entendimento de que temos um projeto em comum: oferecer ao estado de São Paulo um programa de governo diferente do que vem sendo implementado pelos demo-tucanos, ter uma candidatura viável do ponto de vista eleitoral e construir um palanque consistente para sustentar a campanha da companheira Dilma à Presidência da República.

11 de ago de 2009

A crise ética do Senado

Aqui vai a resposta à primeira das três perguntas formuladas a mim pelo Vereador Paulo Mendes, do PSDB:

. Qual sua opinião, sincera, a respeito da crise ética do Senado?

Creio que a atual crise do Senado seja só mais uma delas. Há muito pouco tempo o alvo da crise foi o também senador peemedebista Renan Calheiros. Também já houve outros tantos casos marcantes como a queda de ACM após a violação do painel eletrônico.
Portanto, mudam os atores, mas o espetáculo continua. E não há fim, apenas intervalos entre um ato e outro, porque o problema está muito além das pessoas, ele reside fundamentalmente na estrutura político-eleitoral do país.
Não faz muito tempo e a crise era da Câmara Federal, com seu Severino, eleito pela irresponsabilidade da oposição ao governo Lula. Incluindo-se aí importante participação do deputado Pannunzio.
Bem, se o problema está na estrutura, então qual o motivo de tamanha angústia dos tucanos e demos em derrubar José Sarney.
Pois creio que são dois os motivos principais:
1. A oposição vinha há muito tempo sem discurso. Apostaram na crise, torceram pelo quanto pior melhor, e perderam. A uma oposição sem projeto, sem discurso, só resta a construção de fatos políticos. Nada mais simples quando se está numa casa corrompida, como o Senado.
2. Eleições 2010. Lembremos que tudo começou quando Sarney não cedeu aos apelos insistentes da oposição para instalar e acelerar os encaminhamentos da CPI da Petrobrás.
Também já falei disso por aqui, a CPI da Petrobrás só existe por razões ideológicas, quais sejam, a vontade de privatizar a própria, a disputa pelo modelo de gestão do Pré-Sal e, claro, fogo na Dilma.
Só pra lembrar, Dilma Roussef preside o Conselho da empresa, que não é responsável por contrato algum, mas que pode muito bem servir de bode espiatório.
Encerro portanto, reafirmando que o problema central está no modelo político-eleitoral brasileiro. Não creio que sem uma profunda reforma política seja possível resolver algo.
No caso do Senado, mais especificamente, defendo como tantos outros petistas: o fim dos cargos de suplentes, a diminuição do tempo de mandato de oito para quatro anos e a definição do caráter do Senado como casa revisora, e não como casa concorrente da Câmara Federal, o que ocorre hoje.

Marina Silva Presidente, PV e José Serra.

Marina Silva é uma daquelas companheiras que não podemos jamais descartar, desconsiderar, acusar ou xingar. Fundadora do nosso partido, fez no Ministério muito mais do que todos os outros ministros fizeram.
Brigou com gente grande e foi desconsiderada pelo Lula, que colocou aquele Mangabeira para discutir o desenvolvimento da amazônia.
Sua candidatura a presidente é legítima, mas a quem serve? Ao meio ambiente?
O Cristovam, outro companheiro valoroso, foi o candidato da Educação e minguou. Por que? Educação é menos importante que meio ambiente?

Ou seja, não é um tema que define o sucesso de uma candidatura, mas sim as forças sociais que estão agrupadas em torno desta candidatura.
O PV é o partido do filho do Sarney, o Sarneyzinho, que já foi ministro do meio ambiente no governo FHC, é também um partido que anda com os tucanos, peemedebistas e por quem der mais. Verde mesmo é só o nome. Em nossa cidade, é verde oliva.
Mesmo o Gabeira, que posa de ético dos éticos, como o PT dos anos 80, pagou passagens para a filha surfar no Hawai com dinheiro público.
É dessas éticas de momento, da platéia.

Mas então, para que serve a candidatura da Marina?

A candidatura da Marina serve para evitarmos que a eleição tenha um caráter plebiscitário, uma disputa como foi em Sorocaba, entre Hamilton e Lippi, entre Serra e Dilma.

A eleição de 2010 será ou poderá ser uma eleição entre dois projetos de país, de grupos sociais que governaram este país por 8 anos cada um, e com os resultados que conhecemos.

Se Marina sairá candidata, quais serão as forças políticas que a apoiarão?
O gabeira? O sarneyzinho?

Marina e aqueles que se animam com sua candidatura, não deixe nosso partido e saia candidata, evitando assim o confronto entre os dois projetos de Brasil.
Marina, lute dentro do nosso campo, dentro do PT, e, nós petistas, apoiemos sua luta!
Ela tem razão de sobra para estar indignada com o Lula, mas não pode deixar que isso atrapalhe o projeto que ela mesma ajudou a construir.

Marcio Lima, militante do PT


Os propósitos e os argumentos apresentados no texto são irrefutáveis. Marina é uma companheira que impressiona pelo compromisso absoluto com a causa do meio ambiente, mas lhe falta medir o que sua saída do PT possa representar.
Não falo só da questão eleitoral. É muito mais que isso. Marina é uma referência, alguém que interfere no futuro de cada um de nós com sua luta.
Portanto, concordo plenamente com os termos do companheiro Márcio. Fica Marina!

Obs. Pra quem não está lembrando do Márcio pelo sobrenome, Lima, provavelmente lembre pelo antigo apelido: Cabelo. Márcio Cabelo.
Os tempos do "cabelo" já se foram, mas o cara continua combativo.

10 de ago de 2009

As perguntas do Vereador Paulo Mendes

O Bom Dia de ontem (09/08) trouxe algumas perguntas elaboradas pelo Vereador Paulo Mendes a mim.
Fico honrado pelo fato de o vereador ter me escolhido para respondê-las. Possibilita o bom debate.
No entanto, como o espaço era muito curto, a ponto de uma das questões nem ter sido publicada com a devida resposta, postarei neste espaço à partir de amanhã uma resposta por dia, de tais questões.
Só pra adiantar, as questões são as seguintes:
1. Qual sua opinião, sincera, sobre a crise ética do Senado?
2. Qual sua opinião sobre a possibilidade de o PT apoiar a candidatura Ciro Gomes ao governo?
3. Qual sua opinão sobre as Plenárias Cidadãs promovidas pelo governo Vitor Lippi?

8 de ago de 2009

Sábado Vermelho

Duas grandes atividades movimentaram a militância petista da cidade neste sábado. Pela manhã, houve o nosso 1° Encontro de Núcleos, com a presença de mais de cem petistas que ouviram as explanações dos companheiros Ricardo Berzoíne, José Genoíno, Hamilton Pereira, Iara Bernardi, dos nossos vereadores Izídio e França, além dos coordenadores dos seis núcleos da cidade e mais de cem companheiros e companheiras.
Foi um grande encontro, com análises valiosas a todos que lá estiveram.
Pela tarde, a Plenária que encerrou as caravanas petistas pelo estado impressionou pela quantidade de militantes.
Não tenho idéia de quantas pessoas cabem na quadra dos bancários de São Paulo. Se couberem cinco mil, lá havia dez mil. Sim o dobro. A CET teve que desviar o trânsito tamanha a "muvuca" instalada.
Uma grande demonstração de que a companheira Dilma, que encerrou o encontro, conquistou corações e mentes do petismo paulista.
Lá também estavam diversos deputados, inclusive Hamilton, os Senadores Mercadante e Suplicy, Vereadores, Prefeitos (com destaque para Emídio, de Osasco, aclamado pelo público como provável candidato ao governo), Ministros, enfim, grande envento.
De nossa região, foram mais de duzentos militantes.

6 de ago de 2009

A profecia de Hamilton


A manchete da edição de ontem do jornal Cruzeiro do Sul destacou a precariedade da infra-estrutura urbana de uma das regiões mais carentes da periferia sorocabana. Trata-se dos arredores dos bairros Lopes de Oliveira e Jardim Marli.
A imagem é estarrecedora. Só de imaginar aquela criança atravessando a pinguela que liga um bairro a outro já dá aflição.
Pois eis que na noite de ontem, ao final do expediente, resolvemos eu, alguns companheiros da assessoria do Dep. Hamilton e o próprio, bater um papo e tomar umas cervejas. E o assunto obviamente surgiu.
Hamilton então lembrou que num dos debates mais quentes da campanha eleitoral do ano passado, o Jardim Marli foi tema de uma boa discussão. Narrou ele que em uma de suas caminhadas durante a campanha visitou o tal bairro.
O abandono e o descaso do poder público com o local eram as imagens que guardava. Além disso, lembrou que em certo momento, enquanto passava por uma de suas ruas de terra avistou alguns garotos “jogando” vôlei, sendo que a rede utilizada na partida era um fio elétrico.
Ao ser reconhecido pela criançada foi questionado se quando eleito, lhes daria uma rede de verdade. Ao que respondeu: “vocês não precisam de uma rede de verdade, vocês precisam é de um prefeito de verdade...” e por aí seguiu. Dizendo cada palavra com a sinceridade que lhe é peculiar.
No mencionado debate, foi mais ou menos nesses termos que Hamilton abordou a questão. Reproduziu o que presenciara em tal visita ao Jardim Marli e concluiu que a periferia desta cidade é tratada da pior forma possível, repetindo que o que Sorocaba precisava, de fato, era de um prefeito de verdade.
Interessante destacar que, depois desse debate, Vitor Lippi foi até visitar o Jardim Marli. Colocou as imagens da visita em seu bonito programa eleitoral e seguiu com suas promessas habituais.
O Jardim Marli talvez seja o grande símbolo de uma cidade que oferece tudo aos que tem muito, e quase nada aos que tem muito pouco.

5 de ago de 2009

Emídio é a melhor opção para o governo do estado

O debate sobre as eleições ao governo do estado começa a ganhar corpo. De um lado, o grupo que administra São Paulo há décadas (Serra, Alckimin, Covas, Fleury, Quércia, Maluf, Montoro... farinhas do mesmo saco)e que, pela primeira vez em anos, enfrenta forte oposição de setores estratégicos da sociedade. De outro, forças de esquerda se organizam para oferecer um projeto alternativo ao povo paulista.
As diferenças quanto aos tais projetos são basicamente as mesmas que percebemos quando comparamos a forma de governar do presidente Lula, com a do ex-presidente Fernando Henrique. Há clara inversão de prioridades e estratégias de desenvolvimento. Só pra lembrar, nos períodos em que o país enfrentou crises na época de FHC a receita básica dos tucanos era: aumentar taxa de juros (que chegou a quase 50% ao ano e hoje está na casa dos 8% a.a.)e diminuir os investimentos (que eles chamavam de gastos) públicos.
Com Lula, o Brasil cortou juros e aumentou investimentos em áreas que tem a característica de gerar empregos rapidamente, além de ter diminuído impostos estratégicos para o emprego (outra novidade, já que FHC pra combater a crise, aumentava impostos).
Enfim, é chegada a hora de fazermos o mesmo debate que levou Lula a mudar o país, também em nosso estado.
O campo de esquerda que vem discutindo esse projeto, principalmente o PT, o PCdoB, o PSB e o PDT, tem oferecido seus nomes para a disputa. Até aqui o PSB tem sugerido o deputado Ciro Gomes, o PDT apresenta Dr. Hélio (prefeito de Campinas) e no PT desponta como melhor alternativa o prefeito de Osasco, Emídio.
O petista ainda é um nome um tanto quanto desconhecido, mas tem como cartão de visitas uma excelente administração numa das maiores cidades do estado.
Abaixo, segue link para a página da Revista do Brasil, onde há boa entrevista com Emídio.

Revista do Brasil

Presidente nacional do PT também virá ao Encontro de Núcleos do PT Sorocaba

Postei recentemente o convite ao nosso 1° Encontro de Núcleos do PT Sorocaba. Evento que considero dos mais importantes dos últimos anos do partido na cidade.
E, ao que parece,não sou o único a pensar dessa forma. Além do companheiro José Genoíno que já havia confirmado presença, ontem o também deputado federal e presidente nacional do PT, Ricardo Berzoine, confirmou presença.
Berzoíne é um dos companheiros mais empenhados na organização partidária e tem a exata noção do representa uma cidade organizada em 15 ou 20 núcleos, como pretendemos fazer em Sorocaba, por isso virá. Para contribuir nessa construção.
Reitero o convite, será um grande evento.

4 de ago de 2009

Desigualdade e pobreza caíram no Brasil durante a crise, mostra estudo do Ipea

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) apresenta nesta terça-feira (4) o Comunicado da Presidência nº 25, Desigualdade e Pobreza no Brasil Metropolitano Durante a Crise Internacional: Primeiros Resultados.

O estudo revela que, ao contrário de outros períodos de grave manifestação de crise econômica no Brasil (1982-1983, 1989-1990 e 1998-1999), que causaram mais pobreza nas regiões metropolitanas, desta vez houve diminuição do empobrecimento no País desde o último trimestre de 2008. A melhora é considerada histórica.

Em junho, o índice de Gini alcançou nas seis principais regiões metropolitanas do Brasil seu menor patamar, em conformidade com a Pesquisa Mensal de Emprego do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O índice é usado para medir desigualdade e varia de 0 a 1 (quanto mais próximo de 1, mais desigual é a sociedade). As metrópoles analisadas foram Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre.

O estudo também destaca a redução na taxa de pobreza nas regiões metropolitanas e conclui que a velocidade de queda foi diferente em cada uma: São Paulo, Salvador e Recife tiveram desempenho pior que Belo Horizonte, Porto Alegre e Rio de Janeiro.

Fontes: www.ipea.gov.br e www.pt.org.br

3 de ago de 2009

Encontro de Núcleos Petistas


No próximo sábado, dia 08 de agosto, o PT Sorocaba realiza seu 1º Encontro de Núcleos de Base.
Os núcleos petistas tiveram importância decisiva no início de vida do Partido dos Trabalhadores. Funcionavam como espaço de profundas discussões políticas que acabaram por elevar o nível de organização do partido aos seus melhores tempos.
Nos anos 90, foram tantas as mudanças sofridas pelos movimentos populares e pelos partidos de esquerda, resultado de uma conjuntura imposta pelo neoliberalismo, que acabamos perdendo a referência dos tais núcleos.
Porém, desde o 3º Congresso, o PT tem trabalhado no sentido de estimular o retorno da nucleação. E Sorocaba sai na frente.
Já temos 6 núcleos funcionando e queremos chegar aos 13 até o final do ano. Daí a importância desse encontro.
Fica o convite, então, para o encontro.

1 de ago de 2009

Valores do DNA

O Prefeito Vitor Lippi anunciou ontem seu novo Secretário de Segurança Pública. Mais uma vez, um policial militar.
Há nessa lógica um claro problema de conceito de segurança pública de Lippi e do PSDB, em certa medida compreensível, já que recentemente (em termos históricos) vivemos um longo período de ditadura ... militar. E aqueles que possuem percepção crítica menos atenta tendem a criar a imagem de segurança ligada a do militarismo.
Vejo nisso um grande equívoco.
Não tenho motivos para defender, nem para criticar, a maior parte dos trabalhadores das carreiras das polícias militar ou civil. Mas, defendo veementemente a desmilitarização das polícias em todo o Brasil.
Tive a oportunidade de participar das etapas municipal e estadual da Conferência de Segurança Pública. Acompanhei os debates e participei das discussões de todos os níveis antes de expor aqui minha conclusão. E ela aponta no sentido de que o Brasil está preparado para desmilitarizar suas polícias.
É perfeitamente possível que tenhamos uma polícia judiciária (atual Civil) que caminhe ao lado de uma preventiva fardada (atual militar) com conceitos mais avançados do que encontramos hoje.
O fato do prefeito insistir em policiais militares para a Secretaria de Segurança da cidade demonstra a ausência de concepções modernas de Segurança Pública.