Pedagiômetro

30 de set de 2010

Serra e Gilmar Mendes: Pesos e medidas da República do PIG

Há algum tempo alguns dos grandes veículos de comunicação do país assumiram o papel de militância dos representantes da direita neoliberal do país, leia-se PSDB e DEM (PFL).
Óbvio que é dificílimo para os demo-tucanos fazerem oposição no Brasil. Sim, porque o projeto que ofereceram ao país faliu com o governo FHC e, se o povo paulista não tiver juízo neste final de semana, São Paulo caminha para o mesmo caminho. E enquanto isso, o projeto da esquerda, liderado pelo PT de Lula, tem alcançado êxito.
Assim, a oposição que pouco pode fazer em termos de contraponto de projetos e também não conta com militância alguma, já que é formada em sua grande maioria por intelectuais da elite branca nacional, não conta com outras armas senão as do golpismo e do terrorismo midiáticos.
Estas eleições nos deram vários exemplos disso. Mas eis que fomos agraciados com o maior deles há pouquíssimos dias do pleito. Falo da ligação de Serra para o Ministro do STF Gilmar Mendes.
Rídiculo, deplorável, lamentável... nem sei ao certo qual o adjetivo mais adequado. Pior que o espírito anti-democrático e contra-Republicano do tucano, em querer influenciar o resultado de um julgamento que em nada lhe dizia respeito, só mesmo o comportamento da grande mídia (os de sempre: Globo, Folha, Estadão, etc...).
Imagine você a hipótese de o Lula ter feito o que Serra fez. A República viria a baixo.Seria a tal da bala de prata que a oposição tanto perseguiu para provocar um segundo turno.
Um Chefe de Executivo interferindo em Poder alheio? É de fazer tremer. Expõe traços autoritários, elitistas e arrogantes.
Já não vejo a hora de domingo chegar. O capítulo da democracia brasileira que está sendo escrito neste processo eleitoral está cada vez mais estranho.
Esperemos uma alegre vitória de Dilma no dia 03. E com Mercadante no segundo turno que é pra varrermos de vez essa cultura hipócrita dos centros de poder do país.

Vídeo de Mercadante em Sorocaba

Dilma agradece apoio

29 de set de 2010

Bala de prata: Testemunha-bomba da direita tentará associar Dilma ao crime organizado

A testemunha-bomba do PiG (*)
é para associar Dilma ao PCC


Publicado em 29/09/2010 no Conversa afiada (Paulo Henrique Amorim)
O Conversa Afiada reproduz texto que recebeu de amigo navegante.

A “bala de prata” é a maior fraude da história política do Brasil

Indivíduos do Capital e da região de Sorocaba, com diversas passagens pela polícia (roubos, receptação, assaltos à mão armada, seqüestros etc.) foram contatados por políticos ligados ao PSDB local através de um elemento intermediário com trânsito mútuo;
Foram informados de que “prestariam serviços” e levados até um shopping da cidade de São José do Rio Preto;
Lá mantiveram encontro com outras três pessoas, descritas como “muito importantes”, e receberam um adiantamento em dinheiro vivo;
Não se tratava de qualquer encomenda de morte, assalto ou ato criminoso tão comum para os marginais recrutados;
Imediatamente, tais bandidos foram levados até o Rio de Janeiro, a um bairro identificado como Jardim Botânico, onde ficaram confinados por dois dias;
Uma equipe de TV, num estúdio particular, gravou longa entrevista com os bandidos. O script era o seguinte: “somos do PCC, sempre apoiamos o governo Lula e estamos com Dilma”. Não fugiu disso, com variações e montagens em torno de uma relação PCC/Lula/PT/Dilma;
Os bandidos recrutados também foram instruídos a fazer ligações telefônicas para diversos comparsas que cumprem penas em penitenciárias do Estado de São Paulo. A ordem era clara: simular conversas que “comprovassem” a ligações entre o PCC e a campanha de Dilma;
Tudo foi gravado em áudio e vídeo;
A farsa começou a ser desmontada quando o pagamento final pelo serviço veio aquém do combinado;
Ao voltarem para São Paulo, alguns dos que gravaram a farsa decidiram, então, denunciar o esquema, relatando toda a incrível história acima com riqueza de detalhes;
As autoridades já estão no encalço da bandidagem. De toda a bandidagem;
A simulação seria veiculada por uma grande emissora de TV e por uma revista depois do término do horário eleitoral, causando imenso tumulto e comoção, sem que a candidata Dilma Rousseff, os partidos que a apóiam e o próprio governo Lula tivessem o tempo de denunciar a criminosa armação;
Essa é a “bala de prata”. Já se sabe seu conteúdo, os farsantes e o custo, além dos detalhes. Faltam duas peças: quem mandou e quem veicularia (ou ainda terá o desplante de veicular?) a maior fraude da história política brasileira;
Com a palavra, as autoridades policiais.

Contra onda de boatos lideranças religiosas manifestam apoio a Dilma


Fonte: PT
29.09.2010
A candidata à Presidência da República pela coligação Para o Brasil Seguir Mudando, Dilma Rousseff, se reuniu hoje por cerca de duas horas com representantes de 11 entidades religiosas de todo país em Brasília. Os cristãos declararam apoio maciço à petista nas eleições de domingo. Os líderes religiosos também divulgaram uma carta aberta repudiando “a boataria cruel e mentirosa” que vem sendo disseminada contra Dilma na Internet.
Após o encontro, Dilma concedeu uma entrevista coletiva em que reafirmou seu compromisso com a vida e sua posição contrária ao aborto. A candidata também rejeitou a possibilidade de convocação de um plebiscito no país para decidir sobre a questão. “Não sou a favor de um plebiscito porque ele dividiria a nação entre aqueles que defendem e aqueles que são contra. A legislação existente hoje pacifica todas as posições. Eu sou contra mudar a lei”, enfatizou.
Ela também salientou que nunca fez qualquer referência sobre a vitória nas eleições baseada em pesquisas, lembrando que os jornalistas são testemunhas disso ao longo de sua jornada na campanha. Por isso, ela fez questão de repudiar as informações falsas que estão circulando pela Internet afirmando que ela usou inclusive Deus para dizer que não seria derrotada.
"Eu lamento isso profundamente, porque nunca saíram da minha boca palavras nesse sentido”, argumentou.
Valores pela vida
Durante o encontro, os cristãos deram declarações de apoio à candidata e reafirmaram que confiam na sua posição e na capacidade de Dilma de valorizar a família e os valores pela vida. “Vocês podem ter certeza que nossa relação será pautada pelo diálogo, pela parceria e pela colaboração”, disse Dilma para os cristãos.
Dilma afirmou que precisará do apoio das igrejas principalmente no combate às drogas, em especial ao crack. “Sozinho, o Estado não vai conseguir resolver esse problema das drogas e do crack. Por isso, vai ser fundamental nossa parceria com as igrejas a as casas de reabilitação”, comentou.
O presidente do Conselho Nacional de Pastores do Brasil, bispo Manoel Ferreira, disse que Dilma é “um instrumento de Deus e do presidente Lula” para continuar realizando a mudança que o Brasil precisa.

28 de set de 2010

Declaração de voto


Nos últimos oito anos o Brasil tem experimentado uma condição de crescimento com distribuição de renda inédita.
Com um programa arrojado de recuperação do salário mínimo (maior responsável pela diminuição da pobreza do país), programas diretos de transferência de renda, como o Bolsa Família, e outros tantos responsáveis pela inclusão de milhares de jovens na rede de ensino superior ou ainda a política de desenvolvimento implementada que permitiu a geração de 14 milhões de novos empregos.
Enfim, o Brasil de hoje é outro. É melhor e é mais justo.
E é justamente isso o que está em jogo nas eleições do próximo domingo. É a escolha entre um modelo de gestão apresentado pelo governo do Presidente Lula em confronto com o oferecido pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.
Sendo assim, creio que não haja a possibilidade de escolhermos nossos candidatos apenas e tão somente pela figura do candidato. É preciso haver coerência em nossas escolhas. Os deputados que receberão nossos votos devem estar em sintonia com o projeto que entendemos como o mais correto para o país.
Por tudo isso é que declaro aqui meus votos. Defendo-os e os recomendo a todos e todas por entender que representam o que há de melhor em nossa política.

Deputado Estadual: Hamilton Pereira (13290) – parlamentar diferenciado, autor de importantes projetos de lei como o que deu origem ao programa “Escola da Família”, ou ainda o que criou a Área de Proteção Ambiental de Itupararanga, represa responsável pelo abastecimento de água de várias cidades da nossa região. Hamilton ainda luta pela criação da Região Metropolitana de Sorocaba, que pretende organizar o desenvolvimento regional, além de ter sido autor da emenda que destinou oito milhões de reais à UNESP, permitindo a instalação do campus Sorocaba.
É figura ética, correta e honesta e que merece o nosso voto.

Deputado Federal - aqui, tomo a liberdade de sugerir dois nomes: Iara Bernardi (1310) – professora, deputada por dois mandatos, dirigente do MEC nos últimos anos, é figura importante da política local. Desenvolveu importantes lutas como a que resultou na implantação do campus da UFSCAR em Sorocaba e representa em nossa região o projeto de Dilma;
O segundo nome que sugiro é o do companheiro Ricardo Berzoíni (1331). Berzoíni, além de já ser deputado federal com um bom mandato, foi também Ministro da Previdência e do Trabalho. Na Previdência foi o responsável pelas reformas ali estabelecidas que acabaram com as filas nas agências do INSS e que agilizaram os processos de aposentadoria.
Mas o principal motivo de indicar seu nome é que, com pesos absolutamente distintos, assumimos no mesmo período a presidência do PT, ele a nacional, eu a municipal. Passamos por momentos difíceis nos anos de 2005 e 2006, quando houve uma grave crise política no país e em especial o PT sofreu suas consequências. Se pra mim foi difícil, só tenho a admirar a forma tranquila e correta com que agiu à época. Berzoíne foi um dos responsáveis pela retomada do partido e seu crescimento. Além disso, também compartilhamos da mesma idéia de reforma política, o que em minha opinião será o tema mais importante do próximo Congresso.

Senador 1: Marta Suplicy (133) – uma das figuras de maior expressão do PT. Com visão moderna, Marta é a pessoa certa para representar São Paulo no Senado no período em que temas modernos como o Pré-Sal, a expansão da banda larga, a organização do país para a Copa do Mundo e a erradicação da pobreza estarão em pauta.

Senador 2: para o segundo voto ao Senado indico dois nomes, nessa ordem de preferência: Netinho (650) – filiado ao PCdoB, Netinho é vereador em São Paulo e tem cumprido um mandato correto e alinhado com o projeto defendido também pelo PT.
No senado, não tenho dúvida que caminhará ao lado de Dilma. Será da base aliada e buscará ajudar na aprovação dos projetos apresentados pela Presidente e importantes para o Brasil.
Creio que ainda haja muito preconceito em torno da candidatura de Netinho. Lamento por isso, mas como tenho recebido vários pedidos de sugestão para o segundo voto e em alguns casos não tenho sido suficientemente competente para vencer tal situação, passei a apresentar como segunda opção de voto Ricardo Young (430), do PV.

Governador: Mercadante (13) – sem sombra de dúvida o mais preparado. Apresenta um programa de governo moderno e em sintonia com o até aqui implementado por Lula e que terá continuidade com Dilma. O estado de São Paulo é o mais rico da nação, responde por um terço do PIB do país e mesmo assim ainda apresenta distorções inexplicáveis, como o baixo aproveitamento dos estudantes do estado ou a precária situação de nossa saúde.
São Paulo pode e deve ter muito mais.

Presidenta: Dilma (13) – comecei este texto justificando minha opção pelo projeto que está transformando o Brasil. E Dilma é quem melhor representa isso hoje.
Sua eleição é a única que garantirá a continuidade do mesmo.
Voto Dilma por um país justo, democrático, que defenda a vida em qualquer circunstância, sobretudo onde ela é mais ameaçada, como nas regiões mais pobres. Por um Brasil de todos e que continue a obra iniciada por Lula.   


Paulo Henrique Soranz

26 de set de 2010

A mídia comercial em guerra contra Lula e Dilma

Por Leonardo Boff

Sou profundamente pela liberdade de expressão em nome da qual fui
punido com o “silêncio obsequioso”pelas autoridades do Vaticano. Sob
risco de ser preso e torturado, ajudei a editora Vozes a publicar
corajosamente o “Brasil Nunca Mais” onde se denunciavam as torturas,
usando exclusivamente fontes militares, o que acelerou a queda do
regime autoritário.

Esta história de vida, me avaliza para fazer as críticas que ora faço
ao atual enfrentamento entre o Presidente Lula e a midia comercial que
reclama ser tolhida em sua liberdade. O que está ocorrendo já não é um
enfrentamento de idéias e de interpretações e o uso legítimo da
liberdade da imprensa. Está havendo um abuso da liberdade de imprensa
que, na previsão de uma derrota eleitoral, decidiu mover uma guerra
acirrada contra o Presidente Lula e a candidata Dilma Rousseff. Nessa
guerra vale tudo: o factóide, a ocultação de fatos, a distorção e a
mentira direta.

Precisamos dar o nome a esta mídia comercial. São famílias que, quando
vêem seus interesses comerciais e ideológicos contrariados, se
comportam como “famiglia” mafiosa. São donos privados que pretendem
falar para todo Brasil e manter sob tutela a assim chamada opinião
pública. São os donos do Estado de São Paulo, da Folha de São Paulo,
de O Globo, da revista Veja na qual se instalou a razão cínica e o que
há de mais falso e chulo da imprensa brasileira. Estes estão a serviço
de um bloco histórico, assentado sobre o capital que sempre explorou o
povo e que não aceita um Presidente que vem deste povo. Mais que
informar e fornecer material para a discussão pública, pois essa é a
missão da imprensa, esta mídia empresarial se comporta como um feroz
partido de oposição.

Na sua fúria, quais desesperados e inapelavelmente derrotados, seus
donos, editorialistas e analistas não têm o mínimo respeito devido à
mais alta autoridade do pais, ao Presidente Lula. Nele vêem apenas um
peão a ser tratado com o chicote da palavra que humilha.

Mas há um fato que eles não conseguem digerir em seu estômago
elitista. Custa-lhes aceitar que um operário, nordestino, sobrevivente
da grande tribulação dos filhos da pobreza, chegasse a ser Presidente.

Este lugar, a Presidência, assim pensam, cabe a eles, os ilustrados,
os articulados com o mundo, embora não consigam se livrar do complexo
de vira-latas, pois se sentem meramente menores e associados ao grande
jogo mundial. Para eles, o lugar do peão é na fábrica produzindo.

Como o mostrou o grande historiador José Honório Rodrigues
(Conciliação e Reforma) “a maioria dominante, conservadora ou liberal,
foi sempre alienada, antiprogresssita, antinacional e
nãocontemporânea. A liderança nunca se reconciliou com o povo. Nunca
viu nele uma criatura de Deus, nunca o reconheceu, pois gostaria que
ele fosse o que não é. Nunca viu suas virtudes nem admirou seus
serviços ao país, chamou-o de tudo, Jeca Tatu, negou seus direitos,
arrasou sua vida e logo que o viu crescer ela lhe negou, pouco a
pouco, sua aprovação, conspirou para colocá-lo de novo na periferia,
no lugar que contiua achando que lhe pertence (p.16)”.

Pois esse é o sentido da guerra que movem contra Lula. É uma guerra
contra os pobres que estão se libertando. Eles não temem o pobre
submisso. Eles tem pavor do pobre que pensa, que fala, que progride e
que faz uma trajetória ascendente como Lula. Trata-se, como se
depreende, de uma questão de classe. Os de baixo devem ficar em baixo.

Ocorre que alguém de baixo chegou lá em cima. Tornou-se o Presidene de
todos os brasileiros. Isso para eles é simplesmente intolerável.

Os donos e seus aliados ideológicos perderam o pulso da história. Não
se deram conta de que o Brasil mudou. Surgiram redes de movimentos
sociais organizados de onde vem Lula e tantas outras lideranças. Não
há mais lugar para coroneis e de “fazedores de cabeça” do povo. Quando
Lula afirmou que “a opinião pública somos nós”, frase tão distorcida
por essa midia raivosa, quis enfatizar que o povo organizado e
consciente arrebatou a pretensão da midia comercial de ser a formadora
e a porta-voz exclusiva da opinião pública. Ela tem que renunciar à
ditadura da palabra escrita, falada e televisionada e disputar com
outras fontes de informação e de opinião.

O povo cansado de ser governado pelas classes dominantes resolveu
votar em si mesmo. Votou em Lula como o seu representante. Uma vez no
Governo, operou uma revolução conceptual, inaceitável para elas. O
Estado não se fez inimigo do povo, mas o indutor de mudanças profundas
que beneficiaram mais de 30 milhões de brasileiros. De miseráveis se
fizeram pobres laboriosos, de pobres laboriosos se fizeram classe
média baixa e de classe média baixa de fizeram classe média. Começaram
a comer, a ter luz em casa, a poder mandar seus filhos para a escola,
a ganhar mais salário, em fim, a melhorar de vida.

Outro conceito inovador foi o desenvolvimento com inclusão soicial e
distribuição de renda. Antes havia apenas desenvolvimento/crescimento
que beneficiava aos já beneficiados à custa das massas destituidas e
com salários de fome. Agora ocorreu visível mobilização de classes,
gerando satisfação das grandes maiorias e a esperança que tudo ainda
pode ficar melhor. Concedemos que no Governo atual há um déficit de
consciência e de práticas ecológicas. Mas importa reconhecer que Lula
foi fiel à sua promessa de fazer amplas políticas públicas na direção
dos mais marginalizados.

O que a grande maioria almeja é manter a continuidade deste processo
de melhora e de mudança. Ora, esta continuidade é perigosa para a
mídia comercial que assiste, assustada, o fortalecimento da soberania
popular que se torna crítica, não mais manipulável e com vontade de
ser ator dessa nova história democrática do Brasil. Vai ser uma
democracia cada vez mais participativa e não apenas delegatícia. Esta
abria amplo espaço à corrupção das elites e dava preponderância aos
interesses das classes opulentas e ao seu braço ideológico que é a
mídia comercial. A democracia participativa escuta os movimentos
sociais, faz do Movimento dos Sem Terra (MST), odiado especialmente
pela VEJA faz questão de não ver, protagonista de mudanças sociais não
somente com referência à terra mas também ao modelo econômico e às
formas cooperativas de produção.

O que está em jogo neste enfrentamento entre a midia comercial e
Lula/Dilma é a questão: que Brasil queremos? Aquele injusto,
neocoloncial, neoglobalizado e no fundo, retrógrado e velhista ou o
Brasil novo com sujeitos históricos novos, antes sempre mantidos à
margem e agora despontando com energias novas para construir um Brasil
que ainda nunca tínhamos visto antes.

Esse Brasil é combatido na pessoa do Presidente Lula e da candidata
Dilma. Mas estes representam o que deve ser. E o que deve ser tem
força. Irão triunfar a despeito das má vontade deste setor endurecido
da midia comercial e empresarial. A vitória de Dilma dará solidez a
este caminho novo ansiado e construido com suor e sangue por tantas
gerações de brasileiros.

(*)Leonardo Boff é Teólogo, filósofo, escritor e representante da Iniciativa
Internacional da Carta da Terra.

24 de set de 2010

Diga não ao golpe da mídia tucana

Nunca houve dúvida quanto a importância das eleições do próximo dia 03. É nela que cada brasileiro e cada brasileira fara a opção por um Brasil que está dando certo, diminuindo a miséria e a distância entre ricos e pobres, gerando emprego e cidadania, abrindo portas e janelas de oportunidade para nossos jovens, enfim, um país mais justo. Ou, poderá optar pela forma de governo experimentada na época de Fernando Henrique Cardoso.
Óbvio que ninguém esperava uma eleição fácil, nem os que hoje estão com Dilma, que lidera todas as pesquisas e tem boas chances de vitória já no primeiro turno, nem os tucanos de Serra, que até o início do ano lideraram as pesquisas com alguma folga.
No entanto, é consenso que o nível da campanha serrista chegou a um patamar que põe em risco mais que uma eleição, coloca em risco instituições democráticas.
Todos os limites e barreiras foram superados, Dilma já foi atacada com falsos argumentos amparados em valores religiosos, já a colocaram como terrorista, sequestradora, lésbica e de tudo o mais um pouco. Tudo em vão, porque o que importa mesmo ao povo é sua condição de vida. E ela é melhor hoje do que na época de FHC.
Estamos a pouco mais de uma semana do pleito e, lamento, mas não creio que a elite mais preconceituosa deste país tenha jogado a toalha, como alguns políticos da direita já fizeram.
Essa turma topa tudo pra estar no poder, inclusive criar fatos, factóides e escândalos. Na primeira eleição de Lula as ações foram as mesmas, porém, agora elas vem com uma violência ainda maior.
Defendamos um debate programático, de ideias. Que antes de mais nada o regime democrático seja respeitado, gostemos ou não dos eleitos. Do contrário, o preço será muito maior no futuro.

23 de set de 2010

Zé do Caixão é o novo marqueteiro de Serra


José Serra ao receber, tranquilo, a notícia que Marina subiu nas pesquisas

SÃO PAULO - A dez dias das eleições, e com Marina Silva crescendo nas pesquisas, a campanha tucana radicalizou. Contratou José Mojica Marins, mais conhecido como Zé do Caixão, e o encarregou de comandar a grande virada que elegerá José Serra. "Queremos causar pânico e estupor no eleitorado por toda a eternidade", declarou o mestre dos filmes de terror ao assumir a funesta tarefa.

Após criar a primeira leva de filmes, que já está no ar na internet, o novo marqueteiro anunciou que na próxima peça publicitária José Serra se transmudará na tela até aparecer caracterizado como Zé do Caixão. Aí, na sua nova imagem, o candidato rogará pragas aziagas: "Que o seu botox vire cimento, que Palocci viole a sua caixa de email, que você nunca consiga sair de um engarrafamento na Marginal caso seu voto vá para a bruxa Rousseff!", gritará Serra enquanto esfaqueia um porco vivo.

Num segundo filme, ainda mais ousado, Serra aparecerá sem maquiagem e falará sobre cirurgia de varizes e déficit público.

Fonte: Revista Piauí

21 de set de 2010

Centrais e movimentos realizam em SP ato público contra baixaria nas eleições

Centrais sindicais e movimentos sociais preparam a realização de um manifesto público contra a baixaria nas eleições e contra o golpismo midiático.
O ato, que deverá ocorrer nesta quinta-feira (23), a partir das 19h, no auditório do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo, tem como objetivo chamar a atenção da população brasileira para a partidarização de grande parte da mídia brasileira, que tenta favorecer o candidato do PSDB, José Serra.
Para o deputado André Vargas (PT-PR), secretário de Comunicação do PT, a manifestação é bastante oportuna e democrática. De acordo com o petista, as distorções na cobertura das eleições deste ano tiveram início desde a pré-campanha, quando foram exploradas questões de domínio público, como a "ficha falsa" da candidata Dilma Rousseff e a suposta elaboração de dossiê contra representantes de partidos de oposição.
"As pessoas precisam saber o que está acontecendo. É muito estranho o comportamento da mídia, que vem adotando uma postura de super valorização de denúncias infundadas, que podem ser facilmente investigadas, numa tentativa de tirar proveito político", afirmou o parlamentar.
No texto convocatório do ato, as centrais e os movimentos sociais denunciam o "jogo combinado de alguns veículos de comunicação", afinados com os interesses da oposição, que estampam manchetes que mais parecem peças de campanha do que informação. "Como num jogo combinado, as manchetes da velha mídia viram peças de campanha nos programas de TV do candidato das forças conservadoras. Essa manipulação grosseira objetiva castrar o voto popular e tem como objetivo secundário deslegitimar as instituições democráticas a duras penas construídas no Brasil", diz o texto.

20 de set de 2010

Serra faz terrorismo com religiosos. CNBB e Aliança de Batistas desmentem ataques.

Uma das formas mais baixas de se fazer campanha eleitoral é a tentativa de manipulação do pensamento das massas.
Trata-se de instrumento elitista, que entende ser possível com boa inserção em igrejas e controle dos principais meios de comunicação formar a opinião da população, mesmo contra a sua vontade.
Acontece que o eleitor tem amadurecido no Brasil. Não quer votar em Dilma simplesmente por parecer melhor que Serra. Quer fazê-lo por comparar o período governado pelo PT com o do PSDB. Aí percebe que a vida de hoje é melhor que a de 2002.
Ainda assim, com uma vontade imensa em ver a democracia brasileira vacilar, a turma da trinca PSDB/DEM/PPS resolveu partir para o tudo ou nada. E os ataques tem sido cada vez mais rasteiros, mentirosos e lamentáveis.
Humildemente, tento aqui contribuir para o restabelecimento da verdade com a postagem de dois textos enviados por entidades sérias, a CNBB e a Aliança de Batistas do Brasil.
Seguem os mesmos:


Nota da CNBB na proximidade das eleições

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Constantes interpelações têm chegado à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil-CNBB a respeito de seu posicionamento em relação às eleições do próximo dia 3 de outubro.
 
Falam em nome da CNBB somente a Assembléia Geral, o Conselho Permanente e a Presidência. O único pronunciamento oficial da CNBB sobre as eleições/2010 é a Declaração sobre o Momento Político Nacional, aprovada pela 48ª Assembleia Geral da CNBB, deste ano, cujo conteúdo permanece como orientação neste momento de expressão do exercício da cidadania em nosso País.
 
Nessa Declaração, a CNBB, em consonância com sua missão histórica, mantém a tradição de apresentar princípios éticos, morais e cristãos fundamentais para ajudar os eleitores no discernimento do seu voto visando à consolidação da democracia entre nós.
 
Reafirmamos, portanto, o que diz a Declaração: “A campanha eleitoral é oportunidade para empenho de todos na reflexão sobre o que precisa ser levado adiante com responsabilidade e o que deve ser modificado, em vista de um Projeto Nacional com participação popular.
 
Por isso, incentivamos a que todos participem e expressem, através do voto ético, esclarecido e consciente, a sua cidadania nas próximas eleições, superando possíveis desencantos com a política, procurando eleger pessoas comprometidas com o respeito incondicional à vida, à família, à liberdade religiosa e à dignidade humana. Em particular, encorajamos os leigos e as leigas da nossa Igreja a que assumam ativamente seu papel de cidadãos colaborando na construção de um País melhor para todos.
 
Confiando na intercessão de Nossa Senhora Aparecida, invocamos as bênçãos de Deus para todo o Povo Brasileiro”.
 
Brasília, 16 de setembro de 2010

...
PRONUNCIAMENTO DA ALIANÇA DE BATISTAS DO BRASIL


A Aliança de Batistas do Brasil vem, por meio deste documento, reafirmar o compromisso histórico dos batistas, em todo o mundo, com a liberdade de consciência em matéria de religião, política e cidadania. A paixão pela liberdade faz com que, como batistas, sejamosum povo marcado pela pluralidade teológica, eclesiológica e ideológica, sem prejuízo de nossa identidade. Dessa forma, ninguém pode se sentir autorizado a falar como “a voz batista”, a menos que isso lhe seja facultado pelos meios burocráticos e democráticos de nossa engrenagem denominacional.

Em nome da liberdade e da pluralidade batistas, portanto, a Aliança de Batistas do Brasil torna pública sua repulsa a toda estratégia político-religiosa de “demonização do Partido dos Trabalhadores do Brasil” (doravante PT). Nesse sentido, a intenção do presente documento é deixar claro à sociedade brasileira duas coisas: (1) mostrar que tais discursos de demonização do PT não representam o que se poderia conceber como o pensamento dos batistas brasileiros, mas somente um posicionamento muito pontual e situado; (2) e tornar notório que, como batistas brasileiros, as ideias aqui defendidas são tão batistas quanto as que estão sendo relativizadas.

1. A Aliança de Batistas do Brasil é uma entidade ecumênica e dedicada, entre outras tarefas, ao diálogo constante com irmãos e irmãs de outras tradições cristãs e religiosas. Compreendemos que tal posicionamento não fere nossa identidade.

Do contrário, reafirma-a enquanto membro do Corpo de Cristo, misteriosamente Uno e Diverso.Assim, consideramos vergonhoso que pastores e igrejas batistas histórica e tradicionalmente anticatólicos, além de serem caracterizados por práticas proselitistas frente a irmãos e irmãs de outras tradições religiosas de nosso país, professem no presente momento a participação em coalizões religiosas de composição profundamente suspeita do ponto de vista moral, cujos fins dizem respeito ao destino político do Brasil.

Vigoraria aí o princípio apontado por Rubem Alves (1987, p. 27-28) de que “em tempos difíceis os inimigos fazem as pazes”? Com o exposto, desejamos fazer notória a separaçãoentre os interesses ideológicos de tais coalizões e os valores radicados no Evangelho. Por não representarem a prática cotidiana de grande fração de pastores e igrejas batistas brasileiras, tais coalizões deixam claro sua intenção e seu fundo ideológico, porém, bem pouco evangélico. Logrado o êxito buscado, as igrejas e os pastores batistas comprometidos com as coalizões “antipetistas” dariam continuidade à prática ecumênica e ao diálogo fraterno com a Igreja Católica, assim como com as demais denominações evangélicas e tradições religiosas brasileiras? Ou logrado o êxito perseguido, tais igrejas e pastores retornariam à postura de gueto e proselitismo que lhes marcam histórica e tradicionalmente?

2. Como entidade preocupada e atuante em face da injustiça social que campeia em nosso país desde seu “descobrimento”, a Aliança de Batistas do Brasil sente-se na obrigação de contradizer o discurso que atribui ao PT a emergente “legalização da iniquidade”. Consideramos muito estranho que discursos como esse tenham aparecido somente agora, 30 anos depois de posicionamentos silenciosos e marcados por uma profunda e vergonhosa omissão diante da opressão e da violência a liberdades civis, sobretudo durante a ditadura militar (1964-1985). Estranhamos ainda que tais discursos se irmanem com grupos e figuras do universo político-evangélico maculadas pelo dinheiro na cueca em Brasília, além da fatídica oração ao “Senhor” (Mamon?).

Estranhamos ainda que tais discursos não denunciem a fome, o acúmulo de riqueza e de terras no Brasil (cf. Isaías 5,8), a pedofilia no meio católico e entre pastores protestantes, como iniquidades há tempos institucionalizadas entre nós.

Estranhamos ainda que tais discursos somente agora notem a possibilidade da legalização da iniquidade nas instituições governamentais, e faça vistas grossas para a fatídica política neoliberal de FHC, além da compra do congresso para aprovar a reeleição. Estranhamos que tais discursos não considerem nossos códigos penal e tributário como iniquidades institucionalizadas. Os exemplos de como a iniquidade está radicalmente institucionalizada entre nós são tantos que seriam extenuantes. Certamente para quem se domesticou a ver nas injustiças sociais de nosso Brasil um fato “natural”, ou mesmo como a “vontade de Deus”, nada do mencionado antes parece ser iníquo. Infelizmente!

3. Como entidade identificada com o rigor da crítica e da autocrítica, desejamos expressar nosso descontentamento com a manipulação de imagens e de informações retalhadas, organizadas como apelo emocional e ideológico que mais falseia a realidade do que a apreende ou a esclarece. Textos, vídeos, e outros recursos de comunicação de massa, devem ser criteriosamente avaliados. Os discursos difamatórios tais como os que se dirigem agora contra o PT quase sempre se caracterizam por exemplos isolados recortados da realidade.
Quase sempre, tais exemplos não são representativos da totalidade dos grupos e das ideologias envolvidas. Dito de forma simples: uma das armas prediletas da difamação é a manipulação, que se dá quase sempre pelo uso de falas e declarações retiradas do contexto maior de onde foram emitidas. Em lugar de estratégias como essas, que consideramos como atentados à ética e à inteligência das pessoas, gostaríamos de instigar aos pastores, igrejas, demais grupos eclesiásticos e civis, o debate franco e aberto, marcado pelo respeito e pela honestidade, mesmo que resultem em divergências de pensamento entre os participantes.

4. A Aliança de Batistas de Brasil é uma entidade identificada com a promoção e a defesa da vida para toda a sociedade humana e para o planeta. Mas consideramos também que é um perigo quando o discurso de defesa da vida toma carona em rancores de ordem política e ideológica.

Consideramos, além disso, como uma conquista inegociável a laicidade de nosso estado. Por isso, desconfiamos de todo discurso e de todo projeto que visa (re)unir certas visões religiosas com as leis que regem nossa sociedade. A laicidade do estado, enquanto conquista histórica, deve permanecer como meio de evitar que certas influências religiosas usurpem o privilégio perante o estado, e promova assim a segregação de confissões religiosas diferentes. É mister recordar uma afirmação de um dos grandes referenciais teológicos entre os batistas brasileiros, atualmente esquecido: “Os batistas crêem na liberdade religiosa para si próprios. Mas eles crêem também na igualdade de todos os homens. Para eles, isso não é um direito; é uma paixão. Embora não tenhamos nenhuma simpatia pelo ateísmo, agnosticismo ou materialismo, nós defendemos a liberdade do ateu, do agnóstico e do materialista em suas convicções religiosas ou não-religiosas” (E. E. Mullins, citado por W. Shurden).

Nossa posição está assentada na convicção de que o Evangelho, numa dada sociedade, não deve se garantir por meio das leis, mas por meio da influência da vida nova em Jesus Cristo. Não reza a maior parte das Histórias Eclesiásticas a convicção de que a derrota do Cristianismo consistiu justamente em seu irmanamento com o Império Romano? Impor a influência de nossa fé por meio das leis do Estado não é afirmar a fraqueza e a insuficiência do Evangelho como “poder de Deus para a salvação de todo o que crê”? No mais, em regimes democráticos como o Estado brasileiro, existem mecanismos de participação política e popular cuja finalidade é a construção de uma estrutura governamental cada vez mais participativa. Foi-se o tempo em que nossa participação política estava confinada à representatividade daqueles em quem votamos.

5. A Aliança de Batistas do Brasil se posiciona contra a demonização do PT, levando em consideração também que tal processo nega o legado histórico do Partido dos Trabalhadores na construção de um projeto político nascido nas bases populares e identificado com a inclusão e a justiça social. Os que afirmam o nascimento de um “império da iniquidade”, com uma possível vitória do PT nas atuais eleições, “esquecem” o fundamental papel deste partido em projetos que trouxeram mais justiça para a nação brasileira, como, por exemplo: na reorganização dos movimentos trabalhistas, ainda no período da ditadura militar, visando torná-los independentes da tutela do Estado; na implantação e fortalecimento do movimento agrário-ecológico dos seringueiros do Acre pela instalação de reservas extrativistas na Amazônia, dirigido, na década de 1980, por Chico Mendes; nas ações em favor da democracia, lutando contra a ditadura militar e utilizando, em sua própria organização, métodos democráticos, rompendo com o velho “peleguismo” e com a burocracia sindical dos tempos varguistas; nas propostas e lutas em favor da Reforma Agrária ao lado de movimentos de trabalhadores rurais, sobretudo o MST; no apoio às lutas pelos direitos das crianças, adolescentes, jovens, mulheres, homossexuais, negros e indígenas; e na elaboração de estratégias, posteriormente transformadas em programas, de combate à fome e à miséria. Atualmente, na reta final do governo de Luiz Inácio Lula da Silva, vemos que muita coisa desse projeto político nascido nas bases populares foi aplicado. O governo Lula caminha para seu encerramento apresentando um histórico de significativas mudanças no Brasil: diminuição do índice de desemprego, ampliação dos investimentos e oportunidades para a agricultura familiar, aumento do salário mínimo, liquidação das dívidas com o FMI, fim do ciclo de privatização de empresas estatais, redução da pobreza e miséria, melhor distribuição de renda, maior acesso à alimentação e à educação, diminuição do trabalho escravo, redução da taxa de desmatamento etc. É verdade que ainda há muito a se avançar em várias áreas vitais do Brasil, mas não há como negar que o atual governo do PT na Presidência da República tem favorecido a garantia dos direitos humanos da população brasileira, o que, com certeza, não aconteceria num “império de iniquidade”.

Está ficando cada vez mais claro que os pregadores que anunciam dos seus púpitos o início de uma suposta amplitude do mal, numa continuidade do PT no Executivo Federal, são os que estão com saudade do Brasil ajoelhado diante do capital estrangeiro, produzindo e gerenciando miséria, matando trabalhadores rurais, favorecendo os latifundiários, tratando aposentados como vagabundos, humilhando os desempregados e propondo o fim da história.

Enfim, a Aliança de Batistas do Brasil vem a público levantar o seu protesto contra o processo apelatório e discriminador que nos últimos dias tem associado o Partido dos Trabalhadores às forças da iniquidade. Lamentamos, sobretudo, a participação de líderes e igrejas cristãs nesses discursos e atitudes que lembram muito a preparação das fogueiras da inquisição.
Maceió, 10 de setembro de 2010.
Pastora Odja Barros Santos - Presidente
Pastores/as batistas membros da Aliança
Pr. Joel Zeferino _ Igreja Batista Nazaré – Salvador-BA
Pr. Wellington Santos – Igreja Batista do Pinheiro – Maceió-AL
Pr. Paulo César – Igreja Batista Bultrins – Olinda –PE
Pr. Paulo Nascimento – Igreja Batista da Forene – Maceió-AL
Pr. Reginaldo José da Silva – Igreja Batista da Cidade evangélica dos órfãos – Bonança-PE
Pr. Waldir Martins Barbosa – Ig. Batista Esperança
Pr. Silvan dos Santos – Igreja Batista Pinheiros – São Lourenço da Mata- PE
Pr. Marcos Monteiro – Comunidade de Jesus – Feira de Santana – BA
Pr. João Carlos Silva de Araujo - Primeira Igreja Batista do Recreio
Pra. Marinilza dos Santos - Igreja Batista Pinheiros – São Lourenço da Mata- PE
Pr. Adriano Trajano – Chã Preta – AL
Pr. Pedro Virgilio da Silva Filho - Serrinha BA
Pr. Gilmar de Araújo Duarte - PIB Brás de Pina – RJ
Pr. Alessandro Rodrigues Rocha - SIB Petrópolis, Petrópolis RJ
Pr. Nilo Tavares Silva - Igreja:Batista em Praça do Carmo, Rio de Janeiro RJ
Pr.Luis Nascimento - Princeton, NJ – USA
Pr.Raimundo Barreto – USA

O desabafo de Cláudio Lembo

Cláudio Lembo, ex-governador de Sâo Paulo pelo DEM (PFL) é um dos poucos elaboradores da direita brasileira.
Defende de forma convicta os preceitos liberais (ou neoliberais) e se orgulha disso.
Dono de uma sinceridade incomum nos meios políticos publicou neste final de semana texto simbólico. Trata-se de um desabafo que põe fim a disputa eleitoral. Admite a derrota da direita e anuncia a oposição em frangalhos.
Segue o texto na íntegra:


Há muitas formas de acompanhar os embates eleitorais. O pleito de três de outubro está próximo. Faltam dez dias. Já é possível antever as novas situações originárias dos resultados das urnas.
A campanha se desenrolou medíocre. Os candidatos não foram suficientemente capazes de expor o que irão fazer. Todos querem continuar as políticas públicas em curso.
Sobre a capa de uma visão socialista do mundo, o mais acentuado dos conservadorismos se expõe sem qualquer constrangimento. Todos os partidos - salvo agremiações minúsculas - pugnam por deixar tudo como está.
Ainda assim, pequenos segmentos da classe média urbana mostram-se perplexos. Temem o futuro e clamam pela segurança de seus filhos. Isto porque as classes médias sempre sofrem com o sentimento de perda.
Não haverá perdas. No dia 4 de outubro, os resultados eleitorais serão comemorados e a adesão aos vitoriosos será incondicional. Isto faz parte dos costumes políticos nacionais.
Machado de Assis, com seu ceticismo agudo, retrata no conhecido episódio da placa da confeitaria do Rio de Janeiro esta condicionante da vida política brasileira.
O confeiteiro colocava na fachada de seu estabelecimento um comercial: Confeitaria do Império. Um popular, vindo do campo de Santana, informa: o Império caiu.
De pronto, o confeiteiro, registrando a praticidade geral, determina: Troca a placa. Coloque Confeitaria da República. E tudo continuou com antes entre proprietário e clientes.
Agora, ao que tudo indica, após o pleito, nem sequer as placas precisam ser mudadas. Continuará no Poder o partido de plantão. Mudará a figura do vértice da hierarquia governamental. Nada mais.
A melhor demonstração da normalidade reinante são as reuniões da alta sociedade. Os jornais impressos da última semana, em suas colunas sociais, registram jantares em homenagem a candidatos de "esquerda".
Nada mais indicativo do momento político que se vive. As imagens dizem tudo. Senhoras, vestidas com os melhores modelos parisienses e suportando suas impressionantes joias, saúdam a nova ordem socialista.
Alguns socialistas, por sua vez, circulam entre taças de champanha e sorriem como se estivessem conquistando o Palácio de São Petersburgo em 1917.
As imagens, divulgadas pelos colunistas sociais, apontam para alegria de uma eventual futura vitória, mas também podem registrar os últimos acordes do Baile da Ilha Fiscal.
O fim da festa, nesta oportunidade, está longe. Os atuais acontecimentos políticos terão reflexos tranqüilos nos próximos anos. Tudo continuará cor de rosa. Rosas vermelhas já se encontram superadas. Coisas do passado.
O risco é a médio prazo. Os partidos de oposição deixarão o pleito em frangalhos. Foram dizimados. Nada restou. Não tiveram hombridade para defender programas liberais ou socias democráticos.
Esconderam seus lideres e personalidades marcantes como se estes estivessem maculados com os piores pecados ou fossem dignos de escárnio. Cuspiram no prato que comeram.
A grande tarefa de alguns, a partir de outubro, será reorganizar um partido de oposição com respeitabilidade e coragem de defender seus posicionamentos.
Ser oposição apenas em campanhas eleitorais e se refugiar nos palácios nos recessos entre pleitos, é ato covarde e indigno. Falseia a verdade e engana a opinião pública.
Uma sociedade democrática com a presença de um partido único é inaceitável. Aponta para a pior das ditaduras. Camuflada. Não assumida. É o que devem evitar as pessoas de razoável bom senso.
Os brasileiros sabem se movimentar com eficiência em momentos complexos. Foi sempre assim. Não será diferente após os resultados eleitorais deste ano.
Errou-se muito nestes últimos oito anos - particularmente os partidos de oposição (se existiram?). Foram acomodados. Sem vibração e propostas. Um bando de ingênuos (ou espertalhões) conduzidos pelo Palácio do Planalto.

Cláudio Lembo
As sociedades sempre aprendem a suportar uma maior carga de verdade, dizia Nietzsche. É o que se está testando.

17 de set de 2010

Sede do PT de Mairinque é alvejada

Fotos: Jornal Cruzeiro do Sul

Na madrugada desta sexta-feira a sede do Diretório Municipal do PT de Mairinque-SP foi atingida por 19 tiros.
Ainda não se sabe a origem do ataque, nem seus motivos. Mas o momento eleitoral certamente tem algo a ver com o ocorrido.
Penso em duas principais hipóteses: a primeira seria a que parte do entendimento de que a irresponsabilidade da campanha do PSDB, que abriu mão do debate programático para tentar levar a eleição ao nível da lama, com denuncismo barato e ataques rasteiros, teria contagiado militantes de Serra e Alckimin, a ponto de cometerem tal ato de vandalismo. Ou, uma segunda hipótese em que o crime organizado tenha resolvido se rebelar contra o PT, que tem denunciado esta semana a prisão do candidato a deputado pelo PSC, Claudinei Alves dos Santos, acusado de envolvimento com o PCC. Tal candidato integra a coligação de Alckimin (veja mais aqui).
Acho remota uma terceira hipótese, em que a disputa política local tenha provocado a ação. Não há registro de emprego de violência nas eleições daquela cidade.
De qualquer forma fica o alerta aos que defendem a democracia, não podemos tolerar qualquer ação que atente contra a liberdade de organização partidária ou de pensamento em nosso país.
Aos companheiros de Mairinque minha solidariedade.

A oposição se prepara para os próximos quatro anos

Já escrevi neste espaço que entendo a retirada da candidatura de Quércia ao Senado como um sinal de que o PSDB já se prepara para mais um período na oposição. A jogada tenta dar um reforço ao tucano Aloísio Nunes, liderança das mais influentes do partido e um dos maiores defensores dos ideais neoliberais.
Se der certo e Aloísio for eleito, deve ser dele a tarefa de ser opor de forma mais dura ao governo de Dilma.
Por outro lado, o blog do Nassif divulga hoje o que deve ser a matéria de capa da Carta Capital do próximo final de semana. Fato novo e importante, Aécio Neves deve deixar o PSDB após as eleições e liderar a fundação de um novo partido, com uma oposição mais moderada, propositiva, provavelmente dirá.
Situações distintas que apontam para uma mesma conclusão, a candidatura Serra há tempos naufragou.

E o programa de governo de Serra?

Faltam pouco mais de duas semanas para o dia das eleições. E até aqui a campanha de Serra já tomou tantos caminhos diferentes que de tudo um pouco foi ali apresentado, menos propostas concretas de um programa de governo.
Nas últimas semanas, a tática escolhida foi a do denuncismo. Escolheram alvos e foram ao ataque.
No caso concreto da ex-ministra Erenice, é de se reconhecer, avançaram mais do que esperavam. A ofensiva só não foi além porque Lula agiu rápido e de forma transparente e clara. Além do que, a própria ministra tomou a decisão correta, pediu sua exoneração, até para que os fatos sejam devidamente esclarecidos.
Resolvidas tais questões, retorno ao ponto principal: e as propostas José Serra?
Creio que elas não apareçam por um simples motivo, são as mesmas da época de FHC. As mesmas que deram errado. E o PSDB não soube se reinventar, continua com as mesmas ideias, muitas delas testadas e reprovadas.

16 de set de 2010

Lula fala sobre a saída de Erenice

Ministra Erenice entrega carta de demissão.

Ministra Erenice entrega carta de demissão.

Segue na íntegra:

"Senhor presidente,
Nos últimos dias fui surpreendida por uma série de matérias veiculadas por alguns órgãos de imprensa contendo acusações que envolvem familiares meus e ex-servidor lotado nesta Pasta.
Tenho respondido uma a uma, buscando esclarecer o que se publica e, principalmente, a verdade dos fatos, defrontando-me com toda a sorte de afirmações, ilações ou mentiras que visam desacreditar meu trabalho e atingir o governo ao qual sirvo.
Não posso, não devo nem quero furtar-me à tarefa de esclarecer todas essas acusações e nem posso deixar qualquer dúvida pairando acerca da minha honradez e da seriedade com a qual me porto no serviço público. Nada fiz ou permitir que se fizesse ao longo de 30 anos de minha trajetória pública, que não tenha sido no estrito cumprimento de meus deveres.
Prova irrefutável dessa minha postura é que já solicitei à Comissão de Ética abertura de procedimento para esclarecimento dos fatos aleivosamente contra mim levantados, à Controladoria-Geral da União a auditagem dos atos relativos à ANAC, dos Correios e da contratação de parecer jurídico ELE, além de solicitar ao Ministério da Justiça a abertura dos procedimentos que se fizerem necessários no âmbito daquela Pasta para também esclarecer os citados fatos.
No entanto, mesmo com todas essas medidas por mim adotadas, inclusive com a abertura dos meus sigilos telefônico, bancário e fiscal, a sórdida campanha para desconstituição de minha imagem, do meu trabalho e da minha família continuou implacável. Não apresentam uma única prova sobre minha participação em qualquer dos pretensos atos levianamente questionados, mas mesmo assim estampam diariamente manchetes cujo único objetivo é criar e alimentar artificialmente um clima de escândalo. Não conhecem limites.
Senhor Presidente, por ter formação cristã não desejo não desejo nem para o pior dos meus inimigos que ele venha a passar por uma campanha de desqualificação como a que se desencadeou contra mim e minha família, fazendo com que a verdade prevaleça, o que se torna incompatível com a carga de trabalho que tenho a honra de desempenhar na Casa Civil.
Por isso, agradecendo a confiança de Vossa Excelência ao designar-me para a honrosa missão de Ministra-Chefe da Casa Civil da Presidência da Reppública, solicito, em caráter irrevogável, que aceite meu pedido de demissão.
Cabe-me, daqui por diante, a missão de lutar para que a verdade dos fatos seja restabelecida.
Brasília, 16 de setembro de 2010
Erenice Guerra"

15 de set de 2010

Serra se entrega ao mal humor e rasga com jornalista

Como funciona o esquema de subjornalismo de criação de escândalos?

Fonte: Construindo Um Novo Brasil
Solta-se a primeira matéria, com um suposto escândalo graúdo. No caso atual, a tal reportagem da Veja informando que Erenice Guerra recebeu propinas no valor de R$ 5,8 milhões; que tinha reuniões em sua casa com o lobista, nas quais eram proibidos equipamentos que pudessem conter gravadores; que disse que o dinheiro era para financiar atividades políticas do Planalto. Só isso. Fosse verdade, não apenas Erenice mas a República teria caído.
Uma marotagem visando eximir o lobista de apresentar provas - a história de que não podia ir a reuniões com Erenice nem com canetas - é apresentada por insigines jornalistas como prova de que os fatos ocorreram. A denúncia se resume a provas declaratórias - se é que houve - de um lobista que mentia até sobre seu cargo na empresa que assessorava.
Em cima desse fato, começam repercussões de qualquer tipo, mesmo que nada tenham a ver com a denúncia principal.  Cada denúncia, por mais besta que seja, é acompanhada de um pró-memória  de que fulano foi acusado de cobrar propinas. Não se tem um dado objetivo sequer corroborando a acusação-mãe, mas ela é repetida como se fosse verdade sacramentada.
Tome-se a Folha de hoje. A denúncia original - dos R$ 5,8 milhões destinados a abastecer o esquema palaciano - sumiu completamente.do noticiário. Os ecos, não.
Matéria de primeira página sobre desvios da Universidade Nacional de Brasilia, envolvendo o irmão da Erenice. A chamada informa que o "pagamentos suspeitos incluem ao menos R$ 134 mil para o próprio Euricélio e para Israel Guerra, filho de Erenice". Internamente, a informação completa de que Israel recebeu três pagamentos de... R$ 5 mil.
No Estadão, o repórter Leandro Colon - um campeão! - informa que o email enviado por Israel Guerra à revista Veja "passou pelo crivo do Palácio". Antes de enviar à Veja, Israel passou a mensagem para Vinicius Castro, que fazia bicos com ele, era assessor no Palácio e foi exonerado a pedido. Na matéria de Leandro, assessor de terceira linha que recebeu o email representa "o crivo do Palácio".
Lembra muito malandragens jornalísticas dos anos 70. Os jornalistas mais influentes tinham acesso a Golbery do Couto e Silva; os que não dispunham de fontes nobres, ao sargento Quinsan - ajudante de ordens no Palácio. Conversavam com Quinsan e atribuíam as declarações a "fontes do Palácio".  Valia para Quinsan, mas valia para Giolbery. O Estadão - que se orgulha de ter na direção de jornalismo figuras ilustres ligadas à Abraji (Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo), permite que um email para um terceiro escalão seja tratado como tendo passado "pelo crivo do Palácio".
Conclui o bravo Leandro: "Os dois são apontados como mentores de um esquema de lobby e cobrança de propinas de empresas que tentam fechar contratos com órgãos públicos ligados ao governo federal". Cadê a Abraji? Cadê o jornalismo?
O Planalto constata que não há nenhuma evidência de que Erenice tenha praticado lobby. Merval Pereira, na rádio CBN, diz que "para evitar constrangimentos para a candidatura Dilma" o Palácio não irá demitir Erenice. Mas  traz a relevante informação de que fontes do Palácio admitem que se aparecerem outras acusações, Erenice será demitida... para proteger a candidatura Dilma.  Uma informação tão relevante quanto dizer que se eu descobrir que Merval matou alguém, ele será denunciado. Aí se enrola todo no comentário para explicar aos atentos ouvintes porque a Erenice não será demitida para preservar a candidatura Dilma; e será demitida se aparecerem mais coisas para preservar a candidatura Dilma. Um trololó dos diabos.
Ai a brava equipe da rádio CBN em Brasilia ouve o deputado federal Paulinho Bornhausen que diz que a denúncia se refere ao maior esquema de corrupção já descoberto em Brasília. Só isso.
Tudo isso se dá ao mesmo tempo em que a revista Carta Capital revela que, no auge do boom da Internet, Verônica Serra, filha de Serra, em sociedade com Verônica Dantas, irmã de Daniel Dantas, montou um site em Miami que prometia informações bancárias sobre TODOS os brasileiros, acesso a bancos de dados de comércio exterior e outros bancos de dados do Estado brasileiro Informa também que o site conseguiu montar um convênio com o Banco Central que lhe repassou todas as informações, inclusive de quem emitia cheques sem fundo - que foram vazadas depois.
Ora, quem acompanhava o boom da Internet sabe que, na época, a mera autorização do BC para que o site acessasse seus dados - algo inédito no mundo - teria feito seu preço valer dezenas de milhões de dólares. A jogada não foi adiante porque a bolha da Internet estourou. Verônica conseguiu essa parceria com o Banco Central no tempo em que seu pai era Ministro da Saúde do governo. E no mesmo ano em  que ela transferiu lucros do exterior para o Brasil e comprou a casa que seus pais moravam desde os anos 80 (que diziam ser alugada) e doou ao pai. Todas essas informações (sobre a compra da casa) constam de nota oficial do próprio advogado de Serra, em 2002. Belo gesto de amor filial, mas que não pode ser visto independentemente da sua atividade no exterior.
No entanto, a primeira página da Folha é para os R$ 15 mil de Israel Guerra.

14 de set de 2010

Pelo 2º ano, Brasil lidera ranking de combate à fome

Fonte: IG
O Brasil lidera, pelo segundo ano consecutivo, um ranking da ONG ActionAid que mede o progresso de países em desenvolvimento na luta contra a pobreza. O novo ranking foi divulgado nesta terça-feira no relatório "Who's Really Fighting Hunger?" (Quem realmente está combatendo a pobreza?), em que a ONG analisa os esforços em 28 países para combater o problema.
A ONG considerou o desempenho dos países em categorias como presença de fome, apoio à agricultura em pequenas propriedades e proteção social. O Brasil é seguido por China e Vietnã. Em último na lista está a República Democrática do Congo.

13 de set de 2010

Dilma: "querem ganhar as eleições no tapetão!"


Fonte: Dilma13
Os adversários querem ganhar a eleição no tapetão, advertiu a candidata Dilma Rousseff no debate Rede TV/Folha de São Paulo neste domingo. Segundo ela, as acusações de envolvimento de sua campanha com o vazamento de dados fiscais sigilosos de pessoas ligadas ao PSDB são tentativas de “virar a mesa da democracia”.
“Meu adversário quer ganhar a campanha no tapetão, porque não consegue convencer a população. Querem virar a mesa da democracia”, disse a candidata, no direito de resposta concedido contra Serra. “Não passarei para a História como a caluniadora da campanha. Ele que passará.”
Em resposta a jornalista Renata Lo Prete, Dilma classificou de “manobra eleitoreira” a acusação de tráfico de influência contra o filho da chefe da Casa Civil, ministra Erenice Guerra. Dilma defendeu a apuração rigorosa de todas as denúncias e avaliar se houve tráfico de influência. Segundo ela, se for confirmada a ilegalidade, o governo deve tomar as providências mais drásticas.
“Mas eu quero deixar claro que eu não concordo e não vou aceitar que se julgue a minha pessoa baseado no que aconteceu com o filho de uma ex-assessora minha. Isso cheira a manobra eleitoreira sistematicamente feita contra mim e minha campanha”, disse, taxativa, Dilma Rousseff.

12 de set de 2010

Ministra da Casa Civil rebate, em nota, reportagem da revista Veja

Em nota divulgada neste sábado (11), a chefe da Casa Civil, ministra Erenice Guerra, classificou como caluniosa a reportagem da revista Veja desta semana, que aponta envolvimento do seu filho, Israel Guerra, em supostas operações de lobby e tráfico de influência.
Na nota distribuída à imprensa, a ministra diz que solicitará direito de resposta à revista e que deverá promover ações para reparação de danos morais contra ela e sua família.

Leia a nota na íntegra:
Nota à Imprensa - Casa Civil
Sobre a matéria caluniosa da revista VEJA, buscando atingir-me em minha honra, bem como envolver familiares meus, cumpre-me informar:
1) procurados pelo repórter autor das aleivosias, fornecemos – tanto eu quanto os meus familiares - as respostas cabíveis a cada uma de suas interrogações. De nada adiantou nosso procedimento transparente e ético, já que tais esclarecimentos foram, levianamente, desconhecidos;
2) sinto-me atacada em minha honra pessoal e ultrajada pelas mentiras publicadas sem a menor base em provas ou em sustentação na verdade dos fatos, cabendo-me tomar as medidas judiciais cabíveis para a reparação necessária. E assim o farei. Não permitirei que a revista VEJA, contumaz no enxovalho da honra alheia, o faça comigo sem que seja acionada tanto por DANOS MORAIS quanto para que me garanta o DIREITO DE RESPOSTA;
3) como servidora pública sinto-me na obrigação, desde já, de colocar meus sigilos fiscal, bancário e telefônico, bem como o de TODOS os integrantes de minha família, a disposição das autoridades competentes para eventuais apurações que julgarem necessárias para o esclarecimento dos fatos;
4) lamento, por fim, que o processo eleitoral, no qual a citada revista está envolvida da forma mais virulenta e menos ética possível, propicie esse tipo de comportamento e a utilização de expediente como esse, em que se publica ataque à honra alheia travestido de material jornalístico sem que se veicule a resposta dos ofendidos.

Brasília, 11 de setembro de 2010.

Erenice Guerra
Ministra-Chefe da Casa Civil da Presidência da República

Empresário divulga nota desmentindo reportagem de Veja

O empresário Fábio Baracat divulgou nota na tarde deste sábado (11) na qual desmente reportagem publicada na edição deste final de semana da revista "Veja". Na reportagem, a revista apresenta relato atribuído ao próprio empresário sobre uma suposta negociação com o filho da ministra Erenice Guerra (Casa Civil).

Nota de Esclarecimento
Fui foi surpreendido com a matéria publicada na revista Veja neste sábado, razão pela qual decidi me pronunciar e rechaçar oficialmente as informações ali contidas.
Primeiramente gostaria de esclarecer que não sou e não fui funcionário, representante da empresa Vianet, ou a representei em qualquer assunto comercial, como foi noticiado na reportagem. Apenas conheço a empresa e pessoas ligadas a ela, assim como diversos outros empresários do setor.
Destaco também que não tenho qualquer relacionamento pessoal ou comercial com a Ministra Erenice Guerra, embora tivesse tido de fato a conhecido, jamais tratei de qualquer negócio privado ou assuntos políticos com ela.
Acerca da MTA, há 3 meses não tenho qualquer relacionamento com a empresa, com a qual tão somente mantive tratativas para compra.
Importante salientar que durante o período em que mantive as conversas com a mencionada empresa aérea atuei na defesa de seus interesses, porém o fiz exclusivamente no âmbito comercial, ficando as questões jurídicas a cargo da própria empresa e sua equipe.
Inicialmente, quando procurado pela reportagem da revista Veja, os questionamentos feitos eram no sentido de esclarecer a relação da MTA com o Coronel Artur, atual Diretor de Operações dos Correios, em razão de matéria jornalística em diversos periódicos, nesta oportunidade ratifiquei o posicionamento de que embora tivesse conhecimento de alguns assuntos que refletiam no segmento comercial da empresa (que de fato atuava), não podia afirmar categoricamente a extensão do vínculo dela com o Coronel Artur.
Durante o período em que atuei na defesa dos interesses comerciais da MTA, conheci Israel Guerra, como profissional que atuava na organização da documentação da empresa para participar de licitações, cuja remuneração previa percentual sobre eventual êxito, o qual repita-se, não era garantido e como já esclarecido, eu não tinha o poder de decisão da empresa MTA.
Enfim, na medida que a MTA aumentava sua participação no mercado, a aquisição da empresa se tornava mais onerosa para mim, até que culminou, além de parecer legal negativo, na inviabilidade econômica do negócio.
Acredito que tenha contribuído com o esclarecimento dos fatos, na certeza de que fui mais uma personagem de um joguete político-eleitoral irresponsável do qual não participo, porém que afetam famílias e negócios que geram empregos.

São Paulo,11 de setembro de 2010..
Fabio Baracat

10 de set de 2010

Serra quer ser avó

Quem viu a cobertura do JN ontem sobre o dia dos candidatos(as) à Presidência notou a diferença de humor entre eles.
Marina e Serra seguem implorando algo novo que descongele o cenário de vitória em primeiro turno de Dilma. E ela, bom, ela cancelou todos os seus compromissos e foi acompanhar o nascimento de seu primeiro neto.
Deu-se ao direito de dois dias inteiros dedicados apenas à família.
E Serra que busca incansavelmente o tal "fato novo" agora quer ser "avó". Aí sim, crê, o cenário poderá lhe ser favorável.

9 de set de 2010

E o fato novo não vem ...


A articulação em torno da campanha ao senado de Aloisio Nunes mostra que o PSDB já começa a se preparar para mais quatro anos (ao menos) de oposição.
A operação é mesmo de guerra. Demoveram Quércia do caminho e agora jogam todas as suas fichas para que Tuma siga também desista.
Aí então restariam três candidatos de fato para duas vagas: Marta (PT), Netinho (PCdoB) e o próprio Aloisio Nunes (PSDB).
Ao que parece, a aposta é que o tucano, que é referência do projeto neoliberal no país, concentraria os votos conservadores, de forma a lhe garantir uma das vagas. O resto já foi rifado pela direita.
O recado claro é que já perceberam que a candidatura de Serra foi pro vinagre. E Alckimin começa a ver sua candidatura desidratar. Então, resta mesmo o Senado. E pra isso, vale todo o esforço, até arrancar aliados do caminho.
E Serra, que até aqui se agarrava com unhas e dentes ao caso das quebras de sigilo, agora parece estar por um fio.

6 de set de 2010

Em busca de um fato novo

Se o PSDB e Serra estabeleceram como meta de campanha testar todos os limites estratégicos em busca do erro, devem estar satisfeitos.
Erraram na escolha do candidato, erraram durante oito anos em fazer uma oposição rasteira que não apresentou ao país projeto alternativo e erram, como erram, seguidamente na condução da campanha presidencial.
O tucano começou a campanha elogiando Lula e dizendo que Dilma era inexperiente. Não funcionou.
Passou então ao ataque e resolveu classificá-la como ex-terrorista. Também não deu.
Iniciaram então uma onda de ataques desesperados. Agora, segundo a Folha, tudo é culpa da Dilma. Absolutamente tudo. E até aqui, também nada.
O que se busca agora é o tal fato novo. Quando as pesquisas indicam a consolidação de uma tendência com a provável vitória de Dilma já em primeiro turno, há dois caminhos possíveis aos que estão a iminência da derrota: aceitá-la com dignidade e oferecer ao país um programa de governo alternativo, que servirá para pautar a oposição nos próximos anos, ou espernear até o fim, com o evidente risco de aumento significativo da rejeição do candidato raivoso.
Não acho ruim que errem tanto, acho até graça nisso. Mas admito que isso não contribui em nada para a democracia.

3 de set de 2010

Serra: "minha filha te mandou um beijo"

O sigilo fiscal de Verônica Serra foi quebrado em setembro de 2009, auge da disputa Serra e Aécio. O jornal Estado de Minas estaria, neste período, preparando material jornalístico contra o então governador de São Paulo.
Amaury Ribeiro Jr. trabalhou no Estado de Minas e tem anunciado que vai lançar um livro sobre os porões da privatização que atingiria Serra e pessoas do seu grupo político. Serra teria sido avisado disso.
No começo de novembro a história de que Aécio teria agredido a namorada sai na coluna de Joyce Pascowich, sem que ela desse nome aos bois. Depois no blogue de Juca Kfouri, com nomes e sobrenomes.
O episódio teria acontecido no Copacabana Palace.Aécio desiste da disputa presidencial em 18 de dezembro. Esta poderia ser uma linha de apuração para a quebra de sigilo da filha de Serra em setembro de 2009, auge da disputa entre Serra e Aécio.
E a mocinha, a filha de Serra? É Verônica Allende Serra.
Era sócia de Verônica Dantas Rodemburg, irmã de Daniel Dantas – ele mesmo, o banqueiro chamado de “brilhante” por FHC e “gênio” por ACM, o grande beneficiário das privatizações da era FHC.
A sociedade era em uma empresa em Miami, a “Decidir.com, Inc”. O vínculo de negócios entre a filha de Serra e a irmã de Daniel Dantas, que trabalha com Daniel Dantas – o banqueiro beneficiário de dois habeas corpus, em 48 horas, no STF.
A empresa da qual a filha de Serra foi sócia trazia em sua página eletrônica a propaganda: “a oportunidade certa para se tornar um fornecedor do Estado”.
Muito interessante, em se tratando da empresa da filha de um governador de Estado. Mais interessante ainda porque se deu em sociedade com a irmã do banqueiro Daniel Dantas.

* Celso Jardim - Postado no blog da Dilma

2 de set de 2010

O desespero de Serra

Por Nilson Fernandes

Dilma afirma que acusação de Serra é ato de 'desespero'

A candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, afirmou nesta quinta-feira que a acusação do PSDB e do candidato tucano José Serra contra ela é um ato "desesperado".

Dilma também anunciou ações judiciais do PT no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e na Procuradoria-Geral da União contra Serra e o presidente do PSDB, Sérgio Guerra.


"Meu adversário, a campanha do meu adversário e o partido adversário estão desesperados porque, a cada dia que passa, eles perdem apoio popular. Agora, eu acho que eles estão querendo ganhar no tapetão", afirmou a petista, em Porto Alegre.

Serra responsabiliza a campanha petista pela quebra do sigilo fiscal na Receita Federal de pessoas próximas a ele. Entre outros, tiveram seu sigilo violado o vice-presidente do partido, E

Dilma afirmou que as acusações são "levianas e não têm sustentação jurídica".

Ela ainda levantou a hipótese de que as quebras do sigilo tenham ocorrido por uma disputa interna do PSDB na época.

Em setembro de 2009, quando as violações aconteceram, o ex-governador de Minas e candidato ao Senado, Aécio Neves, disputava com Serra a indicação para disputar a Presidência. "O que eles querem é virar a mesa da democracia", afirmou Dilma.

A candidata afirmou que o PT irá entrar com uma ação no TSE com base no artigo 323 do Código Eleitoral, que prevê pena de até um ano de prisão, mais multa, para divulgação "na propaganda de fatos que sabe inverídicos em relação a partidos ou candidatos e capazes de exercerem influência perante o eleitorado".

O PT também ingressará na Justiça Federal com mais uma ação contra Serra (a quinta) por danos morais. Enviará ainda representação à procuradoria para que apure possível prática de crime contra a honra devido à acusação feita Sérgio Guerra.

"Pode-se até perder uma eleição, mas não se pode perder a dignidade", disse Dilma.

Ela voltou a afirmar que é a principal interessa num rápido esclarecimento e em uma investigação rigorosa.

Dilma afirmou que só quem tem a ganhar com a situação "nebulosa" é a campanha tucana.

A petista se disse "indignada" e afirmou que, apesar de defender punições severas, as instituições devem ser preservadas.

A última cartada de Serra afronta a democracia

O candidato demo-tucano José Serra chegou ao fundo do poço, ou melhor da fossa.
Desesperado pela queda sem fim demonstrada por todos os institutos de pesquisa, seu programa de TV partiu para o tudo ou nada. Insinua que Collor participará do governo de Dilma, anuncia uma ditadura branca do PT entre outras acusações descabidas.
E fora da campanha na TV sua atuação é ainda pior. Tenta construir uma tese de conspiração contra sua minguada candidatura com denúncias seguidas de quebra de sigilos fiscais de seus pares, tudo isso muito bem amplificado por sua militância midiática.
Pergunto: se interessa à candidatura de Dilma construir dossiês de adversários que hoje apresentam pouca viabilidade eleitoral, por que não fazê-lo em relação a Plínio do PSOL, ou Marina do PV? Creio, aliás, que a chance de Marina polarizar com Serra na disputa pelo segundo lugar já seja real.
E o próprio Serra sabe disso. Tanto é assim, que o PSDB já anunciou que tentará derrubar a candidatura de Dilma na justiça. Sim, na base do golpe mesmo.
É impressionante como o tempo passa mas a tendência golpista da direita brasileira não muda. Não há como apagar traços que fazem parte do DNA dessa turma.
O último suspiro de Serra nesta eleição poderia ser um pouco mais digno e respeitar os princípios da democracia.